Uma vitória, um empate e mais uma decepção da Raposa

29 09 2008

Equipe que quer ser campeã não pode temer tantos os adversários, professor Adílson!

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Quando a oportunidade aparece, quando o sonho se aproxima da realidade, a Raposa treme. Esta tem sido a sina do Cruzeiro ao longo do ano de 2008. A equipe poderia ter feito a melhor campanha da primeira fase da Libertadores. Com todos os receios de enfretar seus adversários fora de casa, a equipe celeste foi para a última rodada da fase de grupos com chances de fazer a melhor campanha da competição e jogar com vantagem na próxima fase. O jogo decisivo era contra o Potosí, na altitude da cidade com este mesmo nome. A equipe boliviana tinha a pior campanha do grupo, era o saco de pacandas, tinha jogadores acima do peso, que nem tinham biotipo de atleta. Apesar de toda a altura, o Cruzeiro era o favorito. Certo? Errado, Adílson Batista, o técnico, escalou três zagueiros, improvisou Marquinhos Paraná, barrou Guilhreme, deslocou Marquinhos Paraná para a esquerda e deu no que deu: 5 a 1 para o Potosí e a derrota mais humilhante do Cruzeiro nos últimos tempos. Tudo bem, a equipe já estava classificada. Oficialmente sim, mas pegaria a equipe mais tradicional do torneio, o Boca Juniors, derrota na certa! Com tanto medo de Adílson, que mais uma vez inventou - Jadílson mais uma vez ficou no banco; Paraná foi o dono do lado esquerdo; Charles jogou como lateral-direito e Jonathan entrou no lugar de Guilherme no segundo tempo. Resuldado: show do Boca no primeiro jodo da oitava-de-final – na Bombonera – e sorte do Cruzeiro, que perdeu de pouco, 2 a 1. Esperança do torcedor, que lotou o MIneirão, mas os celestes decepcionaram mais uma vez: outro 2 a 1 para o Boca e fim do sonho da América. Tudo bem, o time celeste tinha vencido o Galo por 5 a 0 e já tinha assegurado o título mineiro. Isso amenizou a decepção dos torcedores azul. Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro faz uma campanha regular, esteve no G4 em todas as rodadas da competição, à exceção de uma. Mas pouco liderou, mesmo estando em segundo na grande parte do campeonato. Já foi o vice do Flamendo, do Grêmio e agora é terceiro, com o Palmeiras em primeiro. Tem condição? A equipe é vice-líder durante a maior parte do Brasileirão, mas quando observamos, o Grêmio, que era terceiro, vence o confronto direto no Olímpico e na rodada seguinte assume a liderança, o Flamengo de primeiro cai para sétimo. O Palmeiras, outro que faz uma boa campanha, venceu os dois confrontos diretos contra a Raposa, o último no Mineirão. E depois de três rodadas, assume a primeira colocação. Por quê? Porque a Raposa treme nas decisões, além de perder para o Porco, o time vinha de empate contra o Coritiba, também no Gigante da Pampulha - perdendo pênalti e tomando gol no finalzinho. Ontem, tremeu de novo, em mais uma decisão e graças as invençõs do professor Batista. Neste momentos, o treinador sempre lança um time defensivo e promove substituiçõs covardes. Quando estava 0 a 0, apostou no resultado. Colocou mais um lateral-direito, Maurinho, no lugar de um atacante, Tiago Ribeiro. Antes, tinha colocado o craque da inércia, Elicarlos, na vaga de Ramires. O Cruzeiro, que já tinha um jogador a menos -Jonathan-, ficou com dois. O resultado você já sabe: 2 a 0 (André Dias e Jeancarlos) para o tricolor paulista, que poderia ter feito mais. O time celeste pouco atacou e o São Paulo, toda vez que chegava, deixava em pavorosa a defesa azul, que vem mal, muito mesmo. Isso Adílson não enxerga. Com a derrota, o time deixou de se aproximar dos líderes, Palmeiras e Grêmio, que têm 50 pontos cada. Se vencesse, ficaria a um ponto, como perdeu, está a quatro. E o pior, São Paulo e Flamengo estão na cola, com o mesmo número de pontos da Raposa. Se bober, não vai nem para a Libertadores.

Ipatinga deixa a lanterna com o Fluminense  O Tigre do Vale do Aço surpreendeu e ganhou com facilidade do Vasco no Ipatingão. 3 a 1 e uma luz no fim do túnel, será que o Ipatinga escapa e continua na série A? Para isso, tem que vencer o São Paulo na próxima rodada, também no Ipatingão. sobre o jogo, Rodriguinho, Adeílson e Pablo Escobar marcaram para o time mineiro; Edmundo descontou para o Vascão.

Nada, nada e Marques   O pior jogo deste Brasileirão aconteceu no último sábado. Atlético e Figueirense empataram em 0 a 0 e pouco criaram. Um conhecido meu, deixou o Mineirão aos 30 minutos da primeira etapa. Reflexo de um jogo pífio, de duas péssimas equipes, que não têm a mínima inspiração. A chance clara esteve nos pés de Marques, que titubiou e jogou os três pontos no lixo. Era uma vitória obrigatória para a corrida anti-rebaixamento. Agora é enfrentar o líder, no Parque Antártica. Eu acredito em uma goleada do Palmeiras e você? 





Semanda de Novidades

25 09 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

As equipes mineiras terão mudanças importantes para a próxima rodada do Brasileirão. O Cruzeiro, que enfrenta o São Paulo no Morumbi (domingo), terá a volta do volante Ramires, que volta de contusão. O jogador será uma importante arma contra o tricolor, pois sem ele o time perde velocidade de saída da defesa para o ataque, e ainda fica refém dos atacantes nas apostas dos gols. Ramires aparece sempre de surpresa no setor ofensivo celeste e sempre joga bem fora do Mineirão, marcando gols, como na partida contra o Vasco e o Coritiba. Ele poderá ser decisivo contra o São Paulo. Com a volta de Ramires, Jonathan deve ser barrado. Elicarlos também voltará ao banco de reservas e Marquinhos Paraná será improvisado na ala direira. No Atlético, a novidade é no gol. Depois de tantas falhas, Édson foi barrado pelo técnico Marcelo Oliveira. Juninho está de volta ao gol alvinegro, depois de quase quatro meses afastado. Ótima troca, Juninho é tem mais qualidade e falha pouca. Em compensação, Leandro Almeida volta à zaga na vaga de Vinícius. O jovem zagueiro não vem bem neste campeonato e pode complicar o já complicado time do Galo, que enfrenta o Figueirense, sábado, no Mineirão. Já o Tigre do Aço – enfrenta o Vasco no Ipatingão – terá duas mudanças: Leo Oliveira volta de suspensão no lugar de Augusto Recife e Beto de retomar o posto de lateral-esquerdo titular, no lugar de Rodriguinho. Boas mudanças, Leo é melhor marcador e mais alto que Recife e Beto é um pouco melhor que Rodriguinho, mas ainda é bem fraco para ser titular de uma equipe de primeira divisão. Leandro Salino e Adeílson também deveriam ser barrados, os dois predem a bola em demasia e atrapalha a dinâmica de jogo do Ipatinga. Apesar disso, os dois são considerados os atletas chaves do time, pois aparecem muito durante as partidas. Por isso ainda são titulares, para o meu desgosto. Espero uma rodada 100% dos times de Minas, as chances são grandes. As equipes adversárias são inferiores, basta acreditar e jogar sem medo.  





Bruno Martins na Rádio Globo BH

22 09 2008

É isso aí, hoje (dia 22, segunda-feira) às 18h nosso companheiro de Blog vai ser o convidado especial no programa Globo Esportivo, na Rádio Globo AM Belo Horizonte 1150 AM.

Quem não puder ouvir diretamente no rádio, é só clicar no link abaixo e prestigiar nosso colega.

http://www.radios.com.br/play/1_globobh.htm

Não esqueçam de ouvir!!!!





Narrador de Rádio x Narrador de TV

21 09 2008

Vídeo muito engraçado do humorista Marcelo Adnet.

Vi no SEDENTARIO & HIPERATIVO





Emoções? Figueirense e Cruzeiro

21 09 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

0 a 1, 1 a 2, 2 a 2, 3 a 2, 3 a 3, 3 a 4. Como oscilou o placar na partida entre Figueirense e Cruzeiro, desse domingo, no estádio Orlando Scarpelli, em Santa Catarina. E como foi instável a atuação dessas duas equipes. O Cruzeiro começou melhor, criando boas chances. Na primeira grande oportunidade, Tiago Ribeiro perdeu de frente com o goleiro Wilson. Na segunda, o Figueira saiu jogando errado, Marquinhos Paraná tomou a bola, lançou Wágner, que tabelou com Guilherme. O camisa 10 celeste chutou, Wilson rebateu e Guilherme abriu o placar aos 13 minutos da primeira etapa. 13 minutos depois, a equipe da casa empatou: em um contra-ataque(estranho, ainda mais que o Cruzeiro vencia a partida), Bruno Santos dominou na área, driblou o fraco Jonathan – que ficou estatelado no chão – e mandou para as redes de Fábio. Como alegria de pobre dura pouco – pobre no sentido de pior defesa do Campeonato -, Henrique empatou dois minutos depois. Wágner cobrou o escanteio, a zaga rebateu nos pés de Henrique, que pegou de voleio. O Cruzeiro poderia ter ampliado, Tiago Ribeiro driblou Wilson para o lado errado e sem ângulo, chutou para fora. Apesar das dificuldades, a equipe catarinense parecia ter mais vontade e por isso pressionava mais. Aos 36 chegaram ao empate: Bruno Santos, em boa jogada pela ala esquerda, mandou na cabeça de Ramon, que empatou novamente a partida, 2 a 2. Fábio falhou. Em seguida, o Cruzeiro teve outra chance clara: Carlinhos bateu o escanteio, Wilson rebateu mal, a bola sobrou para Henrique, que rolou para Guilherme, que perdeu o gol sem goleiro. Simplesmente isolou e consolidou o empate no primeiro tempo. Na etapa final, o Figueirense começou bem melhor, aliás, parecia jogo de defesa contra ataque. Me lembrou o jogo de Potosí, mas com um detalhe, desta vez não havia altitude. A pressão era tanta, que o Figueirense chegou à virada, logo aos 13 minutos com Diogo, que mandou no ângulo esquerdo de Fábio, que estava adiantando. O gol foi ótimo para o Figueirense, certo? Foi, mas melhor ainda para o Cruzeiro. Serviu para acordar o time e o técnico Adílson Batista. Logo em seguida, Guilherme desperdiçou outro gol fácil de fazer. O atacante apareceu livre, de frente para Wilson, mas se complicou, pensou de mais. Não sabia se driblava ou chutava, demorou e o goleiro interceptou. Adílson resolveu mudar, tirou Elicarlos - que estava mal, não marcava e muito menos atacava - e colocou Camilo. Depois, tirou Jonathan – que se esquiva o jogo todo – e colocou Maurinho. Tudo certo para o gol de empate: Maurinho cruzou nos pés de Camilo que rolou para trás, Tiago Ribeiro, com muita tranquilidade – mandou para as redes de Wilson. Isso aos 23 minutos. Mário Sérgio também resolveu coloborar, o treinador do Figueira sacou o melhor jogador do seu time – Bruno Santos -, com a substituição, o Figueirense perdeu seu poder de fogo e facilitou o trabalho dos defensores celestes, que batiam cabeça. Resultado: virada celeste; Aos 33, Marquinhos Paraná fez ótima jogada pela meia-direita, tabelou com Tiago Ribeiro, que chutou; Wilson rebateu mais um vez nos pés do artilheiro celeste, Guilherme que virou a partida e finalizou o placar. 4 a 3 para a Raposa, que continua na terceira posição, agora com quatro pontos atrás do líder Grêmio, que empatou com Atlético-PR; e três de difrença para o Palmeiras, que venceu o Vasco por 2 a 0. Uma boa vitória, só espero que o resultado positivo não oculte as falhas do time celeste. Erros gravíssimos de posicionamento defensivo e de conclusões ao gol, que já são decorrentes. O jogo contra o Palmeiras é um bom exemplo. Agora a Raposa tem outro confronto direto, desta vez contra o São Paulo no Morumbi. Vale uma firmação no Grupo dos times que vão para a Libertadores, o Cruzeiro não pode nem pensar em perder. Caso ocorra, o título já era e a perda da vaga do toneiro continental será iminente. Fabrício deve retornar no lugar de Elicarlos e Maurinho tem que assumir a posição de Jonathan, que não pode ser titular de uma equipe da grandeza do Cruzeiro.

A Grande Chance Os resultados haviam ajudado o Ipatinga. Vasco e Fluminense perderam; o Atlético-PR empatou. Faltava apenas o Ipatinga vencer o Flamengo, no Maracanã, para a equipe mineira sair da zona de rebaixamento. Mas para variar, o Tigre perdeu, de pouco, mas perdeu: 1 a 0 para o Fla, gol de Marcelinho Paraíba aos 35 minutos da etapa inicial. Resultado muito normal, mas ainda falta confiança ao time do Ipatinga, que mais uma vez encarou uma equipe grande de igual para igual. É preciso preparar melhor os jogadores de ataque, são preciptados, principalmente Adeílson. O próximo confronto da equipe do Valo do Aço é direto. Ipatinga e Vasco jogam no Ipatingão. Mais uma grande chance de saída da zona vermelha!





Que alívio!

21 09 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

No começo parecia que o filme se repetiria, mais uma derrota e mais crise. O Náutico jogava fácil, antes havia perdido um gol com Kuki – Édson fez ótima defesa – , aos 17 o Timbu não perdoou. Depois de um belo lançamento de Kuky, Alessandro cruzou, Édson dividiu com Clodoalmo na área e acabou espalmando a bola nos pés de Ruy, que guardou. Náutico 1 a 0 e gol dedicado ao argentino Sorín – o lateral é um velho amigo de Ruy. O Atlético sentiu o baque, o Náutico continuava melhor, criando oportunidades, mas que foram desperdiçadas por seus atacantes: aos 29, Ruy tocou para Clodoaldo, que passou pela defesa, mas Édson foi para dividida e levou a melhor. Depois, aos 37, Alessandro achou Clodoaldo livre, que mais uma vez falhou e mandou por cima do gol. O atacante estava mais uma vez de frente para Édson. Mesmo com todo o desânimo, o Atlético conseguiu o empate ainda no primeiro tempo: Renan Oliveira mostrou mais uma vez que tem condições de ser titular do alvinegro. O revelação atleticana, em um bela arrancada do meio de campo até a área do Náutico e finalizou sem chance para o goleiro Eduardo. 1 a 1 aos 42 do etapa inicial. O gol serviu de alento para time e a torcida, tanto que o Atlético virou o jogo na etapa complementar: o zagueiro Vinícius marcou de cabeça aos 22 minutos. Antes, aos 16, Marcelo Oliveira tinha promovido duas sustituições, Pet no lugar de Lenílson e Castillho na vaga de Renan. Modificações que surtiram efeito, Pet cobrou a falta que originou o gol, Castillo cabeceou na trave e no rebote Vinícius marcou. Sorte de treinador! Ótimo para o Galo, que respira – continua na 12ª, agora com 33 pontos e muda o foco da semana: esquece-se do time, agora a mídia vai centrar as atenções sobre as eleições para presidente do clube. O presidente do Conselho, João Batista Ardizoni, deve convocar os conselheiros para eleger um novo presidente ainda esta semana. A dúvida fica, quem vai querer? Alexandre Kalil e Itamar Vasconcellos já demonstraram interesse.





Por livre e espontânea pressão….

18 09 2008

E ele largou o osso!!!

Fábio Moura – lock_morgan@hotmail.com

Depois de muita pressão da torcida, do conselho, da imprensa e até da própria familia, Ziza Valadares renunciou a presidência do Clube Atlético Mineiro. Mas e agora, será que o Galo vai enfim  melhorar? Seria ele o grande culpado pela péssima fase do time, ou sua gestão foi apenas uma pequena parte de uma monstruosa sucessão de erros.

Já há muitos anos o Atlético sofre com pessimas gestões, de pessoas que entendem pouco ou nada de futebol, e Ziza foi mais um desses. Uma pessoa acostumada a administrar empresas, com um pensamento voltado exclusivamente para isso, porém, um time de futebol não pode ser administrado como uma empresa.  Principalmente porque o futebol é provavelmente uma das coisas mais imprevisiveis do mundo, e imprevisibilidade não combina nem um pouco com um planejamento empresarial. Um time de futebol precisa ser gerenciado como um time de futebol, e esse foi o grande erro de Luiz Otavio Mota “Ziza” Valadares.

Que venha o próximo presidente.





Vai, vai… Ahhhh!

15 09 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Antes de tudo, quem vive de passado é museu. É isso mesmo, estive ontem no MIneirão e mais uma vez fiquei decepcionado com o departamento de marketing do Cruzeiro. Antes do primeiro tempo e no intervalo do jogo entre Cruzeiro e Palmeiras, o torcedor cruzeirense assistiu a mais um capítulo da série “Recordar é viver” no telão do Mineirão. Desta vez, o vídeo transmitido era o da final da Copa do Brasil 1996, entre Cruzeiro e Palmeiras. Está certo que é bom relembrar as conquistas, mas a torcida azul já está cansada de relembrar o passado – no jogo contra o São Paulo foi relembrado a final de 2000 -, o que vale é o presente e pelo que sei, o atual momento não é bom. São quase cinco anos sem uma conquista importante, e ontem, mais uma vez, o Cruzeiro pipocou: era a chance de encostar no Grêmio e voltar a ter títulos de grande porte. Mas para variar, em mais um momento decisivo, o Cruzeiro não soube superar a pressão. Apesar de jogar em casa e com mais de 46 mil pessoas apoiando, a Raposa deixou escapar a consolidação da segunda posição e aproximação do Grêmio, não conseguiu quebrar o tabu de ganhar do técnico Luxemburgo e ainda perdeu a vice-liderança para o própria adversário, o Palmeiras, que venceu por 1 a 0 – gol de Diego Souza -, mesmo com um jogador a menos desde os 20 minutos do segundo tempo – Lenny foi expulso. Parece filme repetido, quando o time parece que vai engrenar, bate e volta ao local de origem. Foi assim ao longo deste campeonato e nos anteriores, como o do ano passado, em que o time sempre foi o vice-líder e nos momentos finais teve uma sequencia de resultados negativis e só se classificou para a Libertadores graças ao eterno rival, Atlético, que venceu este mesmo Palmeiras no Parque Antártica. O torcedor está cansado de ser enganado, já está ficando chato, nos momentos cruciais, o time parece desmotivado.





Goiás, mais uma vez, pode botar fogo na disputa pelo título

14 09 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Quis o destino que, após onze rodadas, o Goiás mais uma vez embolaria a classificação na parte de cima da tabela. Na 14ª rodada, ainda no primeiro turno, a equipe esmeraldinha foi a protagonista das trocas de posições entre líder e o vice-líder. O Flamengo era o primeiro colocado com 26 pontos, o Grêmio estava na vice-liderança com 25 pontos e a equipe mineira vinha logo em seguida, com 23 pontos. Nesta, Cruzeiro e Goiás se enfretaram no Mineirão e, com um jogador a menos desde a metade do primeiro tempo, o time do técnico Hélio dos Anjos saiu vitorioso; o Grêmio goleou o Figueirense em Santa Catarina e o Flamengo empatou com a Portuguesa no Canindé. Resultado: Flamengo e Grêmio inverteram de posição na tabela e o Cruzeiro se distanciou da primeira colocação, o Tricolor dos Pampas tinha cinco de vantagem. Vantagem esta, que vem sendo administrada desde aquela rodada, com algumas oscilações, mas o Grêmio jamais tinha diminuído esta distância em relação ao segundo colocado, mesmo diante do Palmeiras – que foi vice durante duas rodadas. Mas na rodada atual (25ª), a diferença pode ser reduzida para três pontos, pois o Grêmio foi derrotado no Olímpico – pela primeira vez neste Brasileirão -, sabe pra quem? Isto mesmo, para o Goiás de Hélio dos Anjos, com direito a virada e gol olímpico (que coincidência não?). Coisas do futebol… Mas para que a boa vantagem do Grêmio caia, Cruzeiro ou Palmeiras - que se enfrentam, no MIneirão – tem que vencer, o empate seria uma ducha de água fria para o Campeonato e para as torcidas dos antigos Palestras. É bom que se diga também que o Góiás é o líder do returno, com quatro vitórias, um empate e uma derrota. O time está voando em campo, sabe jogar pelas laterais, principalmente pelo lado direito com o Vítor, que é o melhor lateral em atividade no país. Marca bem, sabe ligar o ataque e tem um ótimo posicionamento ofensivo e melhor: marca gols, como fez hoje no gol da virada. É bom também frisar as boas atuações de Fahel – melhor jogagor do Campeonato Miniero de 2005 -, jogou pelo Ipatinga, mas era do Cruzeiro, que tinha o contratado junto ao América; foi vendido para o Nacional da Ilha da Madeira neste mesmo ano; voltou para o Brasil, em 2008, para o Atlético-PR, trazido por Ney Franco; foi dispensado pelo técnico Roberto Fernandes e atualmente arrembenta no Goiás, é ótimo nos desarmes e aparece bem no ataque, poderia ser o substituto de Charles, o futebol é semelhante. O Goiás ainda conta com a experiência de Harley, melhor em campo hoje; do consagrado Paulo Baier, autor do gol olímpico; e o campeão mundial Iarley. Não duvide do Goiás, quem duvidou não se deu bem!    

Ótimo Clássico    O Ipatinga levou a melhor sobre o Galo no clássico mineiro da rodada, 3 a 2 e um excelente segundo tempo, recheado de emoções e gols no Ipatingão. O Tigre merecia até um placar mais amplo, dominou o Galo durante toda a partida, criou mais chances, despediçou, pelo menos, três oportunidades claras de gols. Mas, em compensação, fez três: com Ferreira, Luciano Mandim e Adeílson, que são os três jogadores mais ofensivos do time, o que demonstra uma melhora do ataque ipatinguense. Do lado alvinegro, o de sempre, algumas oportunidades, mas que são desperdiçadas pela lentidão de pensamento de seus atacantes, principalmente Jael, que adora passar o pé sobre a bola, antes de fazer qualquer coisa. A zaga voltou a bater cabeça, desta vez literalmente, o primeiro gol é um grande exemplo. De bom, só um falso poder de reação: quando sofreu o segundo gol, descontou com Renan Oliveira; quando sofreu o terceiro, fez o mesmo, Leandro Almeida marcou. Depois o time tentou desordenamente atacar e abriu a defesa, por pouco não tomou mais gols, sorte que o Ipatinga não soube encaixar os contra-ataques. Com o resultado, o Ipatinga conseguiu sair da laterna –  que há tempos o atormentava -, agora é penúltimo, com um ponto a mais que a Portuguesa, que perdeu para o Atlético-PR. O Galo continua na mesma, com 30 pontos e na 12ª colocação, mas pode cair uma posição com o complemento da radada, caso o Figueirense vença o Sport na Ilha do Retiro.





De volta ao campeonato

5 09 2008

Em uma partida épica, Guilherme sofre pênalti; goleiro é expulso e Edmundo vai para o gol do Vasco, mas o “Animal” pouco pôde fazer para evitar mais uma derrota do time carioca 

 

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com 

 

Uma vitória tranqüila, fácil, com um jogador a mais desde o primeiro tempo. Ainda melhor com dois jogadores de superioridade, após os 30 da etapa final, quer mais? Um dos atletas expulsos foi o goleiro, como a sorte estava de bem com a Raposa, a equipe adversária já havia feito as três substituições. Edmundo teve que colocar as luvas. Foi assim o triunfo do Cruzeiro sobre o Vasco, ontem, em São Januário. 3 a 1, só não foi goleada, porque a Raposa não quis, aliás, por pouco não entregou um empate. Ramires e Jajá foram os destaques. Para começar, o “volante-atacante” sofreu uma falta violenta, aos 25 minutos do primeiro tempo. Jonílson, o infrator, foi expulso. Na cobrança da falta, Wagner, a bola bateu na mão de Edu, que estava na barreira: pênalti. Guilherme – que tinha perdido uma cobrança no jogo passado – bateu e converteu, 1 a 0. Aos 36, Jajá fez boa jogada pela direita e lançou Ramires, que driblou o goleiro Tiago e ampliou. Jogo tranqüilo, vantagem de dois gols, com um atleta a mais, bastava tocar a bola e administrar. Nessas trocas de passes, Jajá achou Guilherme, que poderia ter feito o terceiro gol da Raposa; Tiago fez bonita defesa. Os vinte primeiros minutos da etapa final se assemelhavam ao primeiro tempo, mesmo sem Ramires – que saiu por contusão, aos 5 minutos -, até que aos 22 minutos, Adílson resolveu mexer: Jajá cedeu lugar a Gérson Magrão. A partir daí, o Vasco equilibrou a partida, tanto que diminui o placar. Mádson sofreu falta na ponta-direita; ele mesmo cobrou e mandou na cabeça de André – volante que havia entrado no intervalo -; 2 a 1 aos 25 minutos. A torcida vascaína se animou, o time também, menos Eduardo Luiz. O zagueirão cruzmaltino esqueceu de marcar Guilherme – achou que o atacante estava empedido -, Fernandinho lançou e o atacante celeste tinha só que bater o goleiro Tiago. Meio sem saber o que fazer, Guilherme deu um corte para o lado e foi derrubado pelo goleiro vascaíno. Pênalti e cartão vermelho para Tiago. Como o técnico do Vasco havia feito as três substituições, um jogador de linha teria que ir para o gol. Tita pediu para Alan Kardec, mas foi Edmundo que resolveu virar goleiro. Sem muito cacoete de arqueiro, Edmundo não conseguiu defender a outra cobrança de Guilherme; 3 a 1 aos 31 minutos da etapa complementar e partida liquidada. A Raposa poderia ter arriscado mais, depois do terceiro gol, mas a equipe preferiu trocar passes no meio-de-campo e evitou uma goleada. Pior, depois de toda essa vantagem, Guilherme ainda cometeu uma falta infantil, levou o terceiro amarelo e está fora da partida decisiva contra o Palmeiras, dia 14, no Mineirão. O Porco, que perdeu, em casa, para o Sport (3 a 0), também terá desfalques importantes: Alex Mineiro e Kleber. O duelo promete, mesmo sem as principais armas ofensivas. Vale a continuação da disputa pelo título e a consolidação de uma vaga para a Libertadores 2009.

 

Galo foi bem melhor Sem muito tempo, devido aos trabalhos acadêmicos, não cometei sobre a partida do Atlético contra o São Paulo. Apesar do empate, o Galo foi muito superior, falta apenas caprichar nas finalizações. Oportunidades claras não faltaram para os atacantes Jael, Renan Oliveira e o meia Lenílson. O Tricolor Paulista aproveitou o único ataque do primeiro tempo e abriu o marcador com Borges. O Alvinegro só conseguiu o empate aos 36 da etapa final, gol chorado de Márcio Araújo. 1 a 1, resultado final. Típico empate com sabor de derrota, o Atlético merecia a vitória, foi melhor, criou mais chances de gol e jogou com garra. Já o São Paulo veio apenas para passear, o time esteve apático durante toda a partida, com aquela soberba de sempre, a equipe de Muricy acha que vai vencer a hora que quiser. O Galo enfrenta o Ipatinga na próxima rodada. Clássico no Vale do Aço.