Equipe que quer ser campeã não pode temer tantos os adversários, professor Adílson!
Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com
Quando a oportunidade aparece, quando o sonho se aproxima da realidade, a Raposa treme. Esta tem sido a sina do Cruzeiro ao longo do ano de 2008. A equipe poderia ter feito a melhor campanha da primeira fase da Libertadores. Com todos os receios de enfretar seus adversários fora de casa, a equipe celeste foi para a última rodada da fase de grupos com chances de fazer a melhor campanha da competição e jogar com vantagem na próxima fase. O jogo decisivo era contra o Potosí, na altitude da cidade com este mesmo nome. A equipe boliviana tinha a pior campanha do grupo, era o saco de pacandas, tinha jogadores acima do peso, que nem tinham biotipo de atleta. Apesar de toda a altura, o Cruzeiro era o favorito. Certo? Errado, Adílson Batista, o técnico, escalou três zagueiros, improvisou Marquinhos Paraná, barrou Guilhreme, deslocou Marquinhos Paraná para a esquerda e deu no que deu: 5 a 1 para o Potosí e a derrota mais humilhante do Cruzeiro nos últimos tempos. Tudo bem, a equipe já estava classificada. Oficialmente sim, mas pegaria a equipe mais tradicional do torneio, o Boca Juniors, derrota na certa! Com tanto medo de Adílson, que mais uma vez inventou - Jadílson mais uma vez ficou no banco; Paraná foi o dono do lado esquerdo; Charles jogou como lateral-direito e Jonathan entrou no lugar de Guilherme no segundo tempo. Resuldado: show do Boca no primeiro jodo da oitava-de-final – na Bombonera – e sorte do Cruzeiro, que perdeu de pouco, 2 a 1. Esperança do torcedor, que lotou o MIneirão, mas os celestes decepcionaram mais uma vez: outro 2 a 1 para o Boca e fim do sonho da América. Tudo bem, o time celeste tinha vencido o Galo por 5 a 0 e já tinha assegurado o título mineiro. Isso amenizou a decepção dos torcedores azul. Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro faz uma campanha regular, esteve no G4 em todas as rodadas da competição, à exceção de uma. Mas pouco liderou, mesmo estando em segundo na grande parte do campeonato. Já foi o vice do Flamendo, do Grêmio e agora é terceiro, com o Palmeiras em primeiro. Tem condição? A equipe é vice-líder durante a maior parte do Brasileirão, mas quando observamos, o Grêmio, que era terceiro, vence o confronto direto no Olímpico e na rodada seguinte assume a liderança, o Flamengo de primeiro cai para sétimo. O Palmeiras, outro que faz uma boa campanha, venceu os dois confrontos diretos contra a Raposa, o último no Mineirão. E depois de três rodadas, assume a primeira colocação. Por quê? Porque a Raposa treme nas decisões, além de perder para o Porco, o time vinha de empate contra o Coritiba, também no Gigante da Pampulha - perdendo pênalti e tomando gol no finalzinho. Ontem, tremeu de novo, em mais uma decisão e graças as invençõs do professor Batista. Neste momentos, o treinador sempre lança um time defensivo e promove substituiçõs covardes. Quando estava 0 a 0, apostou no resultado. Colocou mais um lateral-direito, Maurinho, no lugar de um atacante, Tiago Ribeiro. Antes, tinha colocado o craque da inércia, Elicarlos, na vaga de Ramires. O Cruzeiro, que já tinha um jogador a menos -Jonathan-, ficou com dois. O resultado você já sabe: 2 a 0 (André Dias e Jeancarlos) para o tricolor paulista, que poderia ter feito mais. O time celeste pouco atacou e o São Paulo, toda vez que chegava, deixava em pavorosa a defesa azul, que vem mal, muito mesmo. Isso Adílson não enxerga. Com a derrota, o time deixou de se aproximar dos líderes, Palmeiras e Grêmio, que têm 50 pontos cada. Se vencesse, ficaria a um ponto, como perdeu, está a quatro. E o pior, São Paulo e Flamengo estão na cola, com o mesmo número de pontos da Raposa. Se bober, não vai nem para a Libertadores.
Ipatinga deixa a lanterna com o Fluminense O Tigre do Vale do Aço surpreendeu e ganhou com facilidade do Vasco no Ipatingão. 3 a 1 e uma luz no fim do túnel, será que o Ipatinga escapa e continua na série A? Para isso, tem que vencer o São Paulo na próxima rodada, também no Ipatingão. sobre o jogo, Rodriguinho, Adeílson e Pablo Escobar marcaram para o time mineiro; Edmundo descontou para o Vascão.
Nada, nada e Marques O pior jogo deste Brasileirão aconteceu no último sábado. Atlético e Figueirense empataram em 0 a 0 e pouco criaram. Um conhecido meu, deixou o Mineirão aos 30 minutos da primeira etapa. Reflexo de um jogo pífio, de duas péssimas equipes, que não têm a mínima inspiração. A chance clara esteve nos pés de Marques, que titubiou e jogou os três pontos no lixo. Era uma vitória obrigatória para a corrida anti-rebaixamento. Agora é enfrentar o líder, no Parque Antártica. Eu acredito em uma goleada do Palmeiras e você?







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