
Bruno Martins – brunohmartins@radioliberdade.com.br
Pois é, pela terceira vez consecutiva, a final do o Campeonato Mineiro, foi decidida na partida de ida. Goleada em 2007 a favor Galo, goleada no ano passado a favor do Cruzeiro. E goleada este ano, novamente a favor da Raposa e com o mesmo placar: cinco a zero.
O primeiro tempo não mostrou esta disparidade. O técnico Emerson Leão escalou uma equipe com quatro volantes e praticamente anulou as jogadas de ataque celeste. Kleber estava muito bem marcado.
Wagner e Ramires não encontravam tinha espaços no meio-de-campo totalmente congestionado. Mas bastou um descuido da zaga alvinegra para o Cruzeiro abrir o marcador.
Depois de um escanteio a favor do Galo, Ramires puxou o contra-ataque com Tiago Ribeiro, Kleber e Wagner. Kleber dominou mal a bola, Wagner conseguiu recuperar e deu um calcanhar de volta para o Gladiador, que não titubeou e fez um a zero.
Mesmo com a vantagem, a partida ainda estava muito equilibrada e a etapa inicial terminou em um a zero para a Raposa. Há um clichê no futebol, que clássico se define nos detalhes. Ontem não foi diferente, bastou uma substituição para mudar todo o equilibrio da partida.
Emerson Leão trocou Márcio Araújo por Kléber. Um volante por um atacante paradão. Resultado: o que todo mundo sabia, menos o treinador “iniciante” e “ingênuo” chamado Leão. Kléber mais Lopes igual a dois a menos. Dois jogadores estáticos lá frente e menos dois no meio-de-campo.
O técnico Adílson Batista ainda substituiu Tiago Ribeiro por Soares. O atacante foi jogar nas na avenida Junior. Só Rafael Miranda ficou na marcação de Kléber. Ninguém marcou mais ninguém. A partir daí, Wagner, Ramires e Soares ganharam todos os espaços do mundo. E foi só pressão da Raposa.
Antes do segundo gol foram cobrados cinco escanteios consecutivos. No último, Leonardo Silva não perdoou. Cinco minutos depois, outro escanteio. Outra cobraça de Wagner e outra cabeçeada certeira de Leonardo Silva.
Três a zero, e um Galo morto. Que não chegou nenhuma vez ao gol de Fábio no segundo tempo. Um time, que de tão mal, começou a exagerar nas faltas. Renan deu duas pacandas em Ramires e foi para o chuveiro mais cedo. E ainda fez aquela cara: “o que fiz?”.
Com um a mais, o Cruzeiro teve ainda mais facilidades para chegar ao gol Alvinegro. Jonathan tabelou com Marquinhos Paraná. Depois Jontathan tabelou com Soares, que deixou o lateral na cara do Gol. Bastou Jonathan tocar a bola no contra-pé de Juninho, quatro a zero.
No final, Ramires e Leandro Almeida se estranharam. Perna pra lá, perna pra cá e os dois também sairam mais cedo da decisão. Só estranhei o Leandro Almeida ter levado o cartão amarelo, antes do vermelho. Era pra ser vermelho direto!
Com mais espaço, Jonathan marcou mais um. Lembrando que ele teve todo o espaço, assim como em seu primeiro gol. Por que? Porque estava na Avenida Junior. Outra lógica que Leão não viu. Magrão lançou, Jonathan dominou e mandou para gol. Placar final: cinco a zero.











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