
Na primeira das quartas, Cruzeiro consegue a mínima vantagem para a decisão na partida de volta, contra o São Paulo.
Bruno Martins – brunohmartins@radioliberdade.com.br
Simplesmente um jogaço. Foi o melhor dos que vi esse ano. Jogo disputado, cheio de alternativas, lances ríspidos e belas defesas dos goleiros. Cruzeiro e São Paulo protagonizaram uma grande partida na noite de ontem, no Mineirão. Com um público à altura do espetáculo – quase 53 mil pagantes -, o Cruzeiro tomou a iniciativa e pressionou o Tricolor durante todo o primeiro tempo.
Thiago Ribeiro tentou, Ramires idem, Jonathan também teve a sua oportunidade. Mas quem chegou mais perto foi Henrique, que deu um belo chute cruzado, Denis – o terceiro goleiro são-paulino – fez uma defesaça e mandou para escanteio. Escanteio, que, por ironia do destino resultou no gol da Raposa.
Foi o último lance da etapa inicial. Gerson Magrão bateu o seu primeiro tiro de canto na partida - Tiago Ribeiro, que, até então, era o cobrador, sentiu uma fiscada na coxa direita – e mandou a bola na cabeça de Leonardo Silva. Com seus 1,92, o zagueirão celeste não perdoou e mandou para as redes tricolores. Um a zero.
Na volta para a etapa final, Adílson Batista sacou Tiago Ribeiro, lesionado, e colocou Athirson na armação. Com a modificação, o poder de fogo da Raposa foi totalmente apagado. O Cruzeiro não conseguia trocar dois passes sequer. Tanto é, que o São Paulo é que foi para o abafa. Aos 11 minutos, eles acabaram empatando.
Zé Luís cruzou, Dagoberto cabeceou, Fábio defendeu e na volta Washington mandou para o gol. Um a um. Após sofrer o gol, o treinador celeste resolveu desfazer o esquema com apenas um atacante e colocou Zé Carlos na vaga de Gerson Magrão – Athirson foi para a lateral. A partir daí, o Cruzeiro voltou a dominar a partida, com boas tramas, até chegar ao gol de desempate, aos 19 minutos.
Em uma bela triangulação entre Kleber, Jonathan e Zé Carlos, o atacante recém-chegado mandou um tirambaço para o gol de Dênis, que não conseguiu segurar a bola. Mesmo voltando a comandar o placar, o Cruzeiro continuou mandado no jogo e só não ampliou porque errava no último passe.
Fabrício desperdiçou duas boas jogadas, ao invés de tocar, chutou e, pior, bem longe do gol. Kléber também chegou próximo, mas preferiu cavar o pênalti. A equipe celeste ainda desperdiçou uma falta com Athirson. O lateral bateu à meia altura e Dênis pegou. Depois as melhores chances foram da equipe paulista, com Eduardo Costa e André Lima. Fábio foi sensacional. Fez defesas difíceis, que salvaram a vantagem da Raposa para o jogo de volta, dia 17 de junho, no Morumbi.
Com o resultado, o Cruzeiro joga por qualquer empate para ir à semifinal da Copa Libertadores da América. Um a zero dá São Paulo. Por isso, ainda não tem nada ganho. O tricolor é muito forte, é bom a Raposa se preparar. O Cruzeiro não ganhava do Tricolor desde maio de 2004, quando também venceu por dois a um no Mineirão. Gols de Jardel e Dudu Carioca. De lá pra cá, foram nove jogos, com cinco vitórias do São Paulo e quatro empates.
Mas voltando ao jogo, é bom frisar a boa atuação do juiz chileno Carlos Chandia. Foi ele o responsável pelo duelo ser tão movimentado. Evitou marcar faltinhas, deixou o jogo correr e coibiu as entradas mais violentas com cartão amarelo corretamente. Nada dessas exageradas expulsões dos árbitros brasileiros, que teriam tirado Richarlyson, Kléber e Miranda da partida de volta. Na minha opinião, as faltas cometidas por esses atletas são normais, ainda mais se tratando de um decisão.


O Atlético já é o quinto colocado do Brasileirão. No sábado, o Alvinegro venceu o Grêmio nos acréscimos. A partida estava empatada, em um a um, até os quarenta e sete minutos do segundo tempo.
Pela série B do Brasileirão, o Ipatinga venceu a primeira neste sábado. O Tigre ganhou do Vila Nova de Goiás por quatro a zero, no Ipatingão. O centroavante Marcelo Ramos marcou duas vezes.





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