
Wagner, o melhor em campo, foi o autor do segundo gol celeste. O Cruzeiro abriu uma boa vantagem e tem tudo para chegar a sua quarta final de Libertadores.
Bruno Martins – brunomartins@radioliberdade.com.br
Independente da troca de árbitro durante a partida, da lamentável atitude do argentino Maxi López, o mais importante foi a boa vitória do Cruzeiro sobre o Grêmio por 3 a 1.
Mesmo com vários desfalques – dos 25 jogadores inscritos, o técnico Adílson Batista só tinha 18 com condições de jogo -, o time celeste mostrou sua força e larga em vantagem na semifinal da Libertadores no jogo de ida, ontem no Mineirão.
A volta é na próxima quinta-feira. Na partida de ontem, o Grêmio começou melhor, teve três grandes oportunidades, duas com Alex Mineiro e outra com Maxi Lopez e o Cruzeiro teve uma com Jonathan. Os três falharam nas conclusões.
Kléber, sempre lúcido, jogava pela esquerda, mas estava muito bem marcado por Willian Thiego. A solução foi trocar de lado. A troca foi tiro e queda. O Gladiador recebeu de Jonathan e, pela direita, fez um cruzamento perfeito para o desligado Wellington Paulista, que, dessa vez, se ligou e abriu caminho para a vitória estrelada, aos 37 do primeiro tempo.
O segundo tempo foi todo da Raposa. No primeiro minuto, Wagner que foi o melhor em campo, tabelou com Paraná, depois passou por dois marcadores e arriscou de fora da área. A bola bateu em Tcheco e matou Grohe. 2 a 0.
O Cruzeiro continuou em cima, mesmo sem lateral-esquerdo, com Leonardo Silva com dores no tornozelo e com febre de 39 graus. Diga-se, esse Leonardo joga muito, que raça, que poder de marcação, como tem noção de futebol. Ele é outro monstro dentro de campo, assim com Wagner, que quando quer, faz de tudo e bem feito. Dribla, marca, finaliza.
Mas quando se fala em perfeição, o que chega mais próximo dela é Marquinhos Paraná. Jogou de lateral-esquerdo, depois passou para volante no segundo tempo. E foi dos pés dele que o Cruzeiro chegou ao terceiro gol.
Cruzamento perfeito para Fabinho, que só precisou desviar com a cabeça. 3 a 0 aos 21 minutos do segundo tempo. O time da casa continuou em cima, poderia ter ampliado, se não fosse por problema de contusão.
Pois é, o lance mais inusitado da partida foi aos 30 da etapa final. O árbitro Enrique Osses sentiu uma fisgada na panturrilha direita e teve que ser substituído pelo quarto juiz, Jorge Osório, que deu uma forcinha ao Grêmio. Ele viu uma mão de Kléber na entrada da área do Cruzeiro e marcou falta.
Souza cobrou e marcou o gol de honra do tricolor gaúcho. 3 a 1, placar final e ótima vantagem da Raposa. A final da Libertadores está muito próxima de Minas Gerais. Com Ramires no jogo de volta, o time fica ainda mais forte. Gérson Magrão e Fortunato continuam de fora. Fabrício e Athirson podem voltar.
Caso de Polícia A minha opinião é a seguinte: Maxi López não deve ser preso. Como a ofensa foi dentro de campo, ele deveria ser banido do futebol. É um absurdo que ainda há casos de racismo no mundo e no futebol. Isso não existe, o ser humano é um só. Esse mesmo Maxi López era reserva de um negro no Barcelona. Eto’o jogava e joga mais bola que ele. Assim como Kaká é melhor que Eto’o. E Pelé foi o melhor do mundo. São humanos disputando com humanos. Esse tipo de ofensa é de gente pequena, desprovida de inteligência e que não chegou e não vai chegar a lugar nenhum.
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