Palco da primeira zebra

9 05 2012

Fifa

Bruno Martins

As finais do Campeonato Mineiro entre Atlético e América marcaram a inauguração do novo e agora moderno estádio Independência e a volta do futebol à capital mineira. O governo estadual investiu cerca de 150 milhões de reais para deixar a nova Arena próxima aos padrões europeus e com capacidade para 25 mil torcedores. Além de ser uma alternativa para os clubes da capital, enquanto o Mineirão está sendo modernizado, visando a Copa do Mundo de 2014.

Falando no maior torneio de futebol, o antigo Independência foi palco da primeira grande zebra da história dos mundiais. Construído às pressas para a Copa de 1950, o velho estádio Raimundo Sampaio foi inaugurado na partida entre Iugoslávia e Suíça, com a vitória da seleção do leste europeu por três a zero. Até aí, tudo bem. O segundo jogo é que foi histórico.

Conhecido como o país criador do futebol, a poderosa Inglaterra, até então favorita, caiu diante dos Estados Unidos, que venceram a partida por um a zero no dia 29 de junho. Os americanos, que fizeram uma longa viagem de navio rumo ao Brasil, sequer tinham jogadores profissionais. Eram todos amadores. Tanto, que o técnico inglês Walter Winterbottom poupou vários jogadores.

Dizem a pressão inglesa foi enorme do início ao fim. Com menos de 12 minutos, a seleção européia já tinha finalizado seis vezes, com direito a duas bolas na trave. O duelo ainda consagrou o goleiro americano Frank Borghi, que também era motorista de carro fúnebre.

O gol americano saiu aos oito minutos do segundo tempo. Foi o segundo e último ataque. Com passe do professor primário da Filadélfia Walter Bahr, o imigrante haitiano Gaetjens se antecipou e conseguiu vencer o goleiro Bert Williams. Quando o juiz apitou o fim de jogo, os americanos foram carregados pelos torcedores belo-horizontinos até a Praça Sete.

Este histórico confronto virou filme em 2005, “Duelo de campeões” (The Game of Their Lives), estrelado por Gerard Butler, que interpreta o lendário Frank Borghi.  

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Com golaço do artilheiro, Cruzeiro derruba líder.

25 07 2011
Bruno Martins – @brunohmartins

O filme tinha tudo para se repetir. O árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden não teve critério. Montillo seguiu no jogo depois do apito e levou o amarelo. Chicão fez o mesmo e… Nada!

Emerson deu um tapa em Fábio e o juiz fingiu não ver. Gilberto fez duas faltas e foi expulso, deixando o Cruzeiro com um menos na metade do segundo tempo.

Castan fez várias e só levou um amarelo. Pior foi a mão clara do lateral Ramon após cruzamento de Vitor. Pênalti. Acha que Vuaden marcou? Lógico que não!

Mas tudo bem, isso é normal, histórico. Jogo contra o Corinthians foi sempre assim, ainda mais que o duelo foi no Pacaembu, que recebeu mais de 30 mil corintianos.

Melhor foi o Cruzeiro superar tudo isso. Venceu com uma postura tática perfeita. Fábio trabalhou pouco. Gil e Naldo foram gigantes. Fabrício é redundante dizer que ele foi um guerreiro. Roger e Montillo estavam lisos.

O argentino prendia a bola como ninguém. E Wallyson mostrou que é um dos melhores atacantes do Brasil. Como jogou isolado – Joel optou por cinco no meio-campo -, Wallyson teve que ser genial e conseguiu.

Aos 10 da etapa final, o camisa nove celeste passou por Ralf no meio-campo e avançou um pouquinho para enfiar o pé na bola.

Golaço da intermediária, encobrindo o inexperiente Renan.

Gol que vale muito. Pode valer o título. O Cruzeiro freou o líder Corinthians, até então, invicto, chega aos 18 pontos, encosta no G4 e fica a 10 do adversário paulista.

Excelente vitória, mas agora é pensar no Atlético Goianiense, quarta-feira, no Serra Dourada. Jogo complicado.

Gilberto, expulso, é desfalque certo. Everton, que deixou o jogo machucado, passa a ser dúvida. Leandro Guerreiro volta de suspensão, mas não sei se Joel vai colocá-lo como titular. Jogador muito comum e que não fez a mínima falta na vitória sobre o Corinthians.





Libertadores é assim!

28 04 2011

Bruno Martins – www.twitter.com/brunohmartins

Não sou entusiasta do futebol europeu, ao contrário de muitos comentaristas que adoram valorizar o que é de fora. Entre Real Madri e Barcelona e Once Caldas e Cruzeiro, eu fico com o último jogo. 

A vitória de dois a um da Raposa, em Manizales, pelas oitavas-de-final da Libertadores, não foi tão empolgante, mas bem mais movimentada que a semifinal da Liga do Campeões da Europa. O Cruzeiro levou sufoco. Bola na trave. Fábio foi o melhor em campo com três defesas espetaculares.

O time estrelado estava perdido em campo no primeiro tempo. Montillo não acertava um passe. Roger, como em todos os jogos longe da Arena do Jacaré, some. Gilberto só apareceu na escalação. Assim, a bola pouco chegou ao estreante Brandão.

Mesmo assim, o novo atacante foi bem, ainda que a estreia foi em uma cidade de grande altitude, que, diga-se de passagem, complicou o toque de bola celeste. Por pouco, Brandão não abriu o marcador no início do jogo.

Já Wallyson não conseguiu repetir as boas jogadas pela ponta direita. Thiago Ribeiro fez muita falta, assim como Pablo, o “motorzinho”. Com a equipe mal, Cuca teria que entrar em ação.

O treinador deve ter dado o maior esporro no intervalo e ainda tirou Roger para colocar o sempre ligado Everton. 

Os jogadores voltaram com outra postura para a etapa final. Com mais gana, como bem disse o técnico após o jogo. O primeiro gol saiu aos 20 minutos, logo depois da entrada de Ortigoza.

O paraguaio cruzou, na medida, para o Wallyson, que não teve dificuldade para marcar de cabeça. Aos 40, o Cruzeiro fez o segundo. Depois de belo passe de Montillo, Ortigoza deu um toque de classe e mandou para as redes. 

Após ampliar a vantagem, a Raposa recuou, relembrando os tempos de Adílson Batista. E não deu outra: tomou gol aos 44 minutos, marcado por Nuñez.

Gol que, sinceramente, não faz diferença. Mas que sirva de lição para a seqüência da Libertadores.

O Cruzeiro, que vai garantir a classificação, semana que vem, em Sete Lagoas, terá pela frente Santos ou América do México nas quartas-de-final.

O primeiro tem jogadores talentosos, que podem decidir. O segundo adversário vem com o pacote “viagem longa e altitude”. O time mexicano, que sempre prioriza o campeonato nacional, tem bom histórico contra  brasileiros na Libertadores.





Atlético e Cruzeiro

25 04 2011

América perde para o Galo e, praticamente, dá adeus ao estadual.

Bruno Martins – www.twitter.com/brunohmartins

Atlético e Cruzeiro vão decidir o campeonato mineiro 2011. Só um desastre nos jogos de volta evita uma final com os dois maiores clubes do estado. A Raposa pode perder por até sete gols de diferença do América de Teófilo que se classifica.

Já o Galo terá que se derrotado por uma diferença de três gols do América, sábado que vem, em Sete Lagoas. Ontem, o Alvinegro, saiu perdendo mas bateu o Coelho por três a um. Gabriel abriu o marcador para o América aos 23 minutos do primeiro tempo.

O empate do Galo foi nos acréscimos desta etapa com Patric aos 47. No segundo tempo, o Atlético chegou à vitória aos 11 com Neto Berola e aos 24 com Serginho. Três a um para o time de Dorival Junior, praticamente garantido na final.

 A Raposa atropelou o América de Teófilo Otoni no Vale do Mucuri: oito a um. O Cruzeiro não marcava oito gols em único jogo há 17 anos. O resultado também garantiu o time estrelado em mais uma final do campeonato mineiro.

Para ser desclassificado, o Cruzeiro teria que ser derrotado por sete gols de diferença, domingo que vem, em Sete Lagoas. Os gols de sábado foram marcados por Montillo, três vezes, Léo, duas vezes, Wallyson, Gilberto e Henrique. Wellington Bruno fez o gol de honra do time de Teófilo Otoni.

Nesta tarde, o Cruzeiro faz o último treinamento antes do embarque para a Colômbia, onde a equipe enfrenta o Once Caldas, quarta-feira, pelo jogo de ida das oitavas-de-final da Copa Libertadores da América.

O atacante Brandão e o lateral-direito Victor devem ser as novidades da delegação. Os dois foram contratados após o início da competição e só agora foram inscritos. O zagueiro Victorino, com uma contratura na coxa, ainda é dúvida. O uruguaio desfalcou a Raposa na goleada de sábado.





Vergonha!

25 04 2011

Bruno Martins – www.twitter.com/brunohmartins

Virou moda. Mineiro na final da Superliga Masculina de vôlei é sinônimo de vice. As últimas sete decisões teve a presença de um representante do estado, com apenas um título, do Minas na temporada 2006/2007.

Ontem não foi diferente. Mineirinho lotado e o time do Cruzeiro tremeu e acabou perdendo para o Sesi por três sets a um, com um último set vergonhoso – derrota de 25 a 17.

A equipe celeste tinha totais condições de faturar o títulos, mas alguns jogadores sentiram o peso da decisão como o meio-de-rede Douglas Cordeiro e o oposto Wallace.

Ao contrário do ponteiro Murilo, melhor jogador do mundo, e do ponteiro Wallace do Sesi, que chamaram o jogo e garantiram o título para a equipe paulista. Falta alguma coisa no esporte mineiro!   





Deu a lógica

18 04 2011

Galo é destaque da última rodada. Goleada de sete a um pra cima do América-T.O

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Terminada mais uma enganosa fase de classificação do Mineiro. Pelo menos, desta vez apenas quatro passaram para o mata-mata. Novidade? Nenhuma. Estão classificados Cruzeiro, Atlético, América e um representante do interior, o América de Teófilo Otoni.

A equipe do Vale do Mucuri estava bem até ontem. O Dragão se deu mal na Arena do Jacaré e levou de sete a um do Galo. Vitória para levantar o moral do Alvinegro.

Era o que o Atlético precisava para entrar bem nas semifinais contra o América. O time de Dorival parece que vai dar a volta por cima com os jovens. Fellipe Soutto e Giovanni entraram bem. 

Soutto é bom volante, marca bem e audacioso. Giovanni mostrou talento e até deixou sua marca. Se o conjunto do Atlético começar aparecer, mesmo se perder o estadual, será um bom indício para o Brasileirão.

Facilitaria as entradas dos reforços, como Guilherme, Dudu e Marquinhos Cambalhota. Agora é o América, que começou bem o estadual e caiu de produção na reta final.

O técnico Mauro Fernandes mexe demais na equipe. Não define o lateral-esquerdo, o parceiro de Gabriel na zaga e o companheiro de Fábio Jr na frente. O treinador precisa confirmar os titulares e vai ter que trabalhar muito para eliminar o Galo.

Ontem voltou a jogar mal e só empatou com o Vila Nova fora de casa: dois a dois. O Coelhão também jogou mal contra Tupi e Democrata.

O Cruzeiro, muito cansado, até sonolento, venceu o Uberaba com o modesto um a zero. Gol de pênalti de Montillo. Lance duvidoso, diga-se de passagem. O time de Cuca não foi o mesmo das últimas rodadas e, muito menos, da Libertadores, mas mostra o espírito vencedor.

Mesmo quando atua mal, vence. A Raposa pega o América de Teófilo Otoni. O jogo complicado da primeira fase pode se repetir em Teófilo Otoni, mas a volta será tranquila para o Cruzeiro se garantir em mais uma final do Mineiro. E pra que serva o estadual? Pra nada, absolutamente nada!

Precisamos acabar com essa brincadeira! Ao invés disso, poderíamos ter as equipes da Libertadores na Copa do Brasil ou mesmo uma Sul-Minas em preparação para o Campeonato Brasileiro. Não seria bem mais atrativo as semifinais entre Cruzeiro e Grêmio e Atlético e Inter?





Clássico das Multidões e Cruzeiro x América-T.O

15 04 2011

Bruno Martins – twitter.com/brunohmartins

Não acredito em fortes emoções no final de semana. A última rodada do Campeonato Mineiro só deve confirmar as atuais posições. O Cruzeiro não terá dificuldades para superar o Uberaba no Triângulo.

O meia Montillo volta ainda mais inspirado. Cuca não deve poupar, já que que a equipe folga no meio da semana que vem. As baixas são o volante L. Guerreiro e o atacante T. Ribeiro, suspensos.

O Atlético terá uma missão mais complicada contra o quarto colocado, América de Teófilo Otoni, mas deve vencer. Daniel Carvalho, 50%, faz uma grande diferença. O time fica bem mais criativo com este jogador, praticamente confirmado pelo técnico Dorival Junior .

 O treinador, que parece ter desistido de Rafael Cruz, ainda não definiu se escala Patric ou improvisa Bernard na lateral direita. No mais, a equipe está definida. Mancini segue formando a dupla de frente com Magno Alves. Ricardo Bueno, que entrou bem contra a Caldense, vai novamente ficar como opção.

O América também vai se garantir como terceiro colocado, mas deve perder para o Villa Nova em Nova Lima. O Coelhão não conta com o goleiro Flávio, suspenso. França ganha outra oportunidade e espera não repetir as falhas do jogo contra o Guarani. 

O técnico Mauro Fernandes só não definiu o companheiro de Fábio Jr no ataque. Eliandro e o jovem Caleb revesaram nos treinamentos. Fernandes cansou de Daniel Lovinho e Silvy.

Apesar de desfalcado de seu melhor jogador – o goleiro Vagner está suspenso -, o Villa vai pra cima para confirmar a segunda vaga mineira na série D. A primeira já é do América-T.O. O Leão também não conta com o volante Bóvio, outro que cumpre suspensão.

Na briga contra o rebaixamento, Funorte e Democrata vão se despedir da elite em confronto direto no norte de Minas. O Ipatinga escapa e deve ganhar do Tupi no Vale do Aço.

Vôlei  Não sou nenhum fã de vôlei, muito menos das equipes mineiras. Minas, Montes Claros e Cruzeiro sempre pipocam nas decisões. Mas hoje vou torcer, como nunca, para a Raposa atropelar o “delicado” Vôlei Futuro.

O terceiro e decisivo duelo das semifinais da Superliga Masculina começa às oito e meia da noite, no ginásio do Riacho em Contagem. Vou usar a mesma expressão do “jornalista” Juca Kfouri: espero que o Cruzeiro dê um chute no estômago da HIPOCRISIA.

A vida inteira o torcedor do esporte chama o adversário ou juiz de “viado, gay, filho da p., etc”. É a cultura brasileira, meu amigo. Se o cara é homossexual, filho de uma protistuta ou sei lá o quê, paciência!