Goleiro, a alma do negócio

20 03 2008

Bruno Martins 

Não é de hoje que afirmo que a peça mais importante de um time de futebol é o goleiro. Isso não é opinião, é fato, time sem goleiro ou goleiromeia boca” não ganha título. O bom arqueiro é decisivo, decide um título em uma disputa de pênaltis, pega bolas que seriam impossíveis em momentos importantes. Dida é um grande exemplo, desde quando saiu do Cruzeiro, o time não mais se encontrou a exceção e 2003, em que Gomes conseguiu ultrapassar a barreira dos goleiros medianos e foi protagonista de lances que decidiram os títulos do Brasileirão e da Copa do Brasil. Ele defendeu horrores no primeiro confronto da final da Copa contra o Flamengo no Maracanã e impediu uma suposta vantagem carioca. Nos jogos contra o Santos, adversário direto pelo título nacional, ele fez defesas que o credenciou dehomem borracha“, principalmente no jogo do turno, na Vila Belmiro, em que a raposa venceu por 2 a 0. Fora outras partidas importantes, como na vitória de 1 a 0 sobre o Galo no returno, o jogo contra o Vasco em Mato Grosso e outros inesquecíveis. Voltando a aquele que para mim foi o maior goleiro que vi atuar, Dida, dois títulos da Copa dos campeões da Uefa não é para qualquer um, fora um vice-campeonato. Mesmo com um time repleto de jogadores velhos, os italianos conseguiram a façanha de vencer duas copas em menos de 5 anos, com direito a uma decisão por pênaltis, que deu ele, Dida. Marcos também é outro grande exemplo, foi ele o grande nome da Copa de 2002, vencida pelo Brasil. Ronaldo e Rivaldo foram importantes e decisivos, mas Marcos foi mais. Foi ele que fez uma defesa genial contra a Turquia na semifinal, detalhe, o jogo foi 1 a 0 apenas para os brasileiros, foi ele o grande nome contra a Inglaterra, outro jogo duríssimo, 2 a 1. Também foi Marcos, a figura principal do único título da Libertadores do Palmeiras, em 1999. Taffarel, nem se fala, jamais o Brasil venceria a Copa de 94, sem ele, que ainda foigrande nome da final, disputada por pênaltis. O último campeão Mundial foi a Itália, destaque, Buffon. O Barcelona é um  grande exemplo de time excepcional sem goleiro. Apesar de muitas estrelas internacionais, o time não se caracterizou por ganhar títulos. Há mais de sete anos, o clube merengue vem montando seleções que colheu alguns títulos espanhóis, que nunca foi novidade, ou é eles, ou o Real Madrid. Tirando isso, ganhou apenas um Copa dos Campeões da UEFA, na temporada 05/06, isso porque disputou o jogo da final com o Arsenal, que ficou sem a principal arma, o goleiro alemão Lehmman, expulso logo no início da partida. Mesmo assim os ingleses abriram o placar e seguraram o resultado até o final do segundo tempo, quando o Barça empatou e virou. Valdez é péssimo, faz boas defesas em partidas mornas, mas quandomomento é crucial, “treme nas bases”. Hoje, podemos observar que entre os finalistas da Liga dos campeões, temos quatro clubes ingleses, que investem em goleiros e duas equipes italianas favoritasforam eliminadas, por quê? Dida é reserva do Milan e Júlio César, goleiro da mídia brasileira é o titular da Inter. Doni, que é bem maisoumenos, titular da Roma deve se despedir nesta próxima fase, dificilmente vence a Liga. Em contrapartida, O Arsenal tem Lehmman, o Liverpool em Reina, o Chelsea tem Peter Cech, o Manchester tem Van der Sar. Aqui no Brasil, Rogério Ceni sempre foi goleiro do São Paulo, mas nos últimos anos a equipe voltou a ser vitoriosa, porque Ceni aprendeu a ser um goleiro de momentos decisivos, antes ele falhava demais. Por ser mais inteligente do que bom goleiro, ele aprendeu a se posicionar e evitar gols nas decisões através da experiência. O Flamengo voltou a ser Flamengo, agora com o Bruno, depois de sua chegada, o time disputou duas libertadores, foi campeão Carioca no ano passado através de decisões de Pênaltis e hoje a equipe é uma das favoritas para a Libertadores. Outro favorito, o Fluminense, não vai tão longe, Fernando Henrique é um péssimo goleiro, que pula mais do que defende, vocês verão quando a competição apertar. Outro saltador é Fábio Costa, que foi peçachave ao Santos, mas atualmente falha demais. Fábio, do Cruzeiro, vem demonstrando segurança e já é cobiçado pela Fiorentina, vamos ver se continua assim, porque em seus últimos anos na Raposa o retrospecto não é bom em partidas decisivasContinuando em Minas, depois de ter Bruno e Diego defendendo bem o gol atleticano, Juninho é do mesmo nível, se não for melhor. Aparece em momentos importantes, como no jogo de ontem contra o Nacional, em que a equipe do Amazonas poderia ter matado o jogo aos 40 minutos com o tal de Garanha, mas não fez 3 a 1, graça a defesa dificílima do goleiro alvinegro.  

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