Dunga, tchau!

19 08 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Uma história manchada por causa de uma aventura, nunca foi técnico, nunca teve peito para ser treinador de uma equipe qualquer, quanto mais de uma seleção brasileira. É, Dunga, você não precisava disso, você não precisava de firmação, você foi o capitão do “Tetra”, um título que há mais de vinte anos esta nação buscava, quer glória maior para um profissional do futebol? Você poderia ser até treinador, tem histórico, tem uma ligação com a nossa seleção. Mas a experiência seria fundamental para treinar uma seleção, você entrou e o time que era temido por todos, agora passou a temer, até seleções sem tradição, como o Paraguai, por exemplo. Foi um vergonha o jogo de hoje contra Argentina, parecia a Argentina contra um time do Caribe, ridículo! Não dá para entender a insistência com certos jogadores, como Mineiro, Gilberto Silva, Gilberto e tantos outros na seleção profissional. É difícil compreender Diego entre os titulares, com Thiago Neves no banco; Ânderson, com Ramires de suplente. E a convocação de Ronaldinho? Convocação não, exigência do Presidente da CBF, que “sugeriu” essa jogada de marketing ao vivo na Globo. Também não podemos deixar de criticar alguns atletas, medíocres, diga-se de passagem, que se esquivam, não arriscam e que nunca serão aquilo que a mídia sempre quis, Ronaldinho Gaúcho nunca foi e nunca será um fenônemo. Diego pode até se destacar em algumas partidas no fraco Weder Bremen da Alemanha nos jogos do campeonato Alemão, assim como fez no Brasileirão de 2002, na seleção é outra história. Ânderson, quem foi ele? Destaque da série B de 2005, eu disse bem “Segunda Divisão”, nada mais. E olha que nesta época ele era um meia ofensivo, hoje é um volante que marca mal e nunca ataca. Jô é outro, dizem que é atacante, pra mim nem jogador é. Convocações de nosso Dunga, que chama quem a mídia acha, que não tem opinião e parece não conhecer de futebol. Desista deste cargo, Dunga, volte a ser o capitão, o líder, o xerifão do tetracampeonato de 1994. Sobre a seleção Olímpica, ela foi o retrato da participação geral do Brasil nesta competição, uma vergonha, atletas que se satisfazem com pouco, que se alegram com uma final e que não arrriscam, se acomodam. O pior é que a nação ainda bate palma. Espero que esta última decepção, sirva de lição e tenha pontos posiivos, como a demissão de Dunga.

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