Uma vitória, um empate e mais uma decepção da Raposa

29 09 2008

Equipe que quer ser campeã não pode temer tantos os adversários, professor Adílson!

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Quando a oportunidade aparece, quando o sonho se aproxima da realidade, a Raposa treme. Esta tem sido a sina do Cruzeiro ao longo do ano de 2008. A equipe poderia ter feito a melhor campanha da primeira fase da Libertadores. Com todos os receios de enfretar seus adversários fora de casa, a equipe celeste foi para a última rodada da fase de grupos com chances de fazer a melhor campanha da competição e jogar com vantagem na próxima fase. O jogo decisivo era contra o Potosí, na altitude da cidade com este mesmo nome. A equipe boliviana tinha a pior campanha do grupo, era o saco de pacandas, tinha jogadores acima do peso, que nem tinham biotipo de atleta. Apesar de toda a altura, o Cruzeiro era o favorito. Certo? Errado, Adílson Batista, o técnico, escalou três zagueiros, improvisou Marquinhos Paraná, barrou Guilhreme, deslocou Marquinhos Paraná para a esquerda e deu no que deu: 5 a 1 para o Potosí e a derrota mais humilhante do Cruzeiro nos últimos tempos. Tudo bem, a equipe já estava classificada. Oficialmente sim, mas pegaria a equipe mais tradicional do torneio, o Boca Juniors, derrota na certa! Com tanto medo de Adílson, que mais uma vez inventou – Jadílson mais uma vez ficou no banco; Paraná foi o dono do lado esquerdo; Charles jogou como lateral-direito e Jonathan entrou no lugar de Guilherme no segundo tempo. Resuldado: show do Boca no primeiro jodo da oitava-de-final – na Bombonera – e sorte do Cruzeiro, que perdeu de pouco, 2 a 1. Esperança do torcedor, que lotou o MIneirão, mas os celestes decepcionaram mais uma vez: outro 2 a 1 para o Boca e fim do sonho da América. Tudo bem, o time celeste tinha vencido o Galo por 5 a 0 e já tinha assegurado o título mineiro. Isso amenizou a decepção dos torcedores azul. Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro faz uma campanha regular, esteve no G4 em todas as rodadas da competição, à exceção de uma. Mas pouco liderou, mesmo estando em segundo na grande parte do campeonato. Já foi o vice do Flamendo, do Grêmio e agora é terceiro, com o Palmeiras em primeiro. Tem condição? A equipe é vice-líder durante a maior parte do Brasileirão, mas quando observamos, o Grêmio, que era terceiro, vence o confronto direto no Olímpico e na rodada seguinte assume a liderança, o Flamengo de primeiro cai para sétimo. O Palmeiras, outro que faz uma boa campanha, venceu os dois confrontos diretos contra a Raposa, o último no Mineirão. E depois de três rodadas, assume a primeira colocação. Por quê? Porque a Raposa treme nas decisões, além de perder para o Porco, o time vinha de empate contra o Coritiba, também no Gigante da Pampulha – perdendo pênalti e tomando gol no finalzinho. Ontem, tremeu de novo, em mais uma decisão e graças as invençõs do professor Batista. Neste momentos, o treinador sempre lança um time defensivo e promove substituiçõs covardes. Quando estava 0 a 0, apostou no resultado. Colocou mais um lateral-direito, Maurinho, no lugar de um atacante, Tiago Ribeiro. Antes, tinha colocado o craque da inércia, Elicarlos, na vaga de Ramires. O Cruzeiro, que já tinha um jogador a menos -Jonathan-, ficou com dois. O resultado você já sabe: 2 a 0 (André Dias e Jeancarlos) para o tricolor paulista, que poderia ter feito mais. O time celeste pouco atacou e o São Paulo, toda vez que chegava, deixava em pavorosa a defesa azul, que vem mal, muito mesmo. Isso Adílson não enxerga. Com a derrota, o time deixou de se aproximar dos líderes, Palmeiras e Grêmio, que têm 50 pontos cada. Se vencesse, ficaria a um ponto, como perdeu, está a quatro. E o pior, São Paulo e Flamengo estão na cola, com o mesmo número de pontos da Raposa. Se bober, não vai nem para a Libertadores.

Ipatinga deixa a lanterna com o Fluminense  O Tigre do Vale do Aço surpreendeu e ganhou com facilidade do Vasco no Ipatingão. 3 a 1 e uma luz no fim do túnel, será que o Ipatinga escapa e continua na série A? Para isso, tem que vencer o São Paulo na próxima rodada, também no Ipatingão. sobre o jogo, Rodriguinho, Adeílson e Pablo Escobar marcaram para o time mineiro; Edmundo descontou para o Vascão.

Nada, nada e Marques   O pior jogo deste Brasileirão aconteceu no último sábado. Atlético e Figueirense empataram em 0 a 0 e pouco criaram. Um conhecido meu, deixou o Mineirão aos 30 minutos da primeira etapa. Reflexo de um jogo pífio, de duas péssimas equipes, que não têm a mínima inspiração. A chance clara esteve nos pés de Marques, que titubiou e jogou os três pontos no lixo. Era uma vitória obrigatória para a corrida anti-rebaixamento. Agora é enfrentar o líder, no Parque Antártica. Eu acredito em uma goleada do Palmeiras e você? 

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Semanda de Novidades

25 09 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

As equipes mineiras terão mudanças importantes para a próxima rodada do Brasileirão. O Cruzeiro, que enfrenta o São Paulo no Morumbi (domingo), terá a volta do volante Ramires, que volta de contusão. O jogador será uma importante arma contra o tricolor, pois sem ele o time perde velocidade de saída da defesa para o ataque, e ainda fica refém dos atacantes nas apostas dos gols. Ramires aparece sempre de surpresa no setor ofensivo celeste e sempre joga bem fora do Mineirão, marcando gols, como na partida contra o Vasco e o Coritiba. Ele poderá ser decisivo contra o São Paulo. Com a volta de Ramires, Jonathan deve ser barrado. Elicarlos também voltará ao banco de reservas e Marquinhos Paraná será improvisado na ala direira. No Atlético, a novidade é no gol. Depois de tantas falhas, Édson foi barrado pelo técnico Marcelo Oliveira. Juninho está de volta ao gol alvinegro, depois de quase quatro meses afastado. Ótima troca, Juninho é tem mais qualidade e falha pouca. Em compensação, Leandro Almeida volta à zaga na vaga de Vinícius. O jovem zagueiro não vem bem neste campeonato e pode complicar o já complicado time do Galo, que enfrenta o Figueirense, sábado, no Mineirão. Já o Tigre do Aço – enfrenta o Vasco no Ipatingão – terá duas mudanças: Leo Oliveira volta de suspensão no lugar de Augusto Recife e Beto de retomar o posto de lateral-esquerdo titular, no lugar de Rodriguinho. Boas mudanças, Leo é melhor marcador e mais alto que Recife e Beto é um pouco melhor que Rodriguinho, mas ainda é bem fraco para ser titular de uma equipe de primeira divisão. Leandro Salino e Adeílson também deveriam ser barrados, os dois predem a bola em demasia e atrapalha a dinâmica de jogo do Ipatinga. Apesar disso, os dois são considerados os atletas chaves do time, pois aparecem muito durante as partidas. Por isso ainda são titulares, para o meu desgosto. Espero uma rodada 100% dos times de Minas, as chances são grandes. As equipes adversárias são inferiores, basta acreditar e jogar sem medo.  





Bruno Martins na Rádio Globo BH

22 09 2008

É isso aí, hoje (dia 22, segunda-feira) às 18h nosso companheiro de Blog vai ser o convidado especial no programa Globo Esportivo, na Rádio Globo AM Belo Horizonte 1150 AM.

Quem não puder ouvir diretamente no rádio, é só clicar no link abaixo e prestigiar nosso colega.

http://www.radios.com.br/play/1_globobh.htm

Não esqueçam de ouvir!!!!





Narrador de Rádio x Narrador de TV

21 09 2008

Vídeo muito engraçado do humorista Marcelo Adnet.

Vi no SEDENTARIO & HIPERATIVO





Emoções? Figueirense e Cruzeiro

21 09 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

0 a 1, 1 a 2, 2 a 2, 3 a 2, 3 a 3, 3 a 4. Como oscilou o placar na partida entre Figueirense e Cruzeiro, desse domingo, no estádio Orlando Scarpelli, em Santa Catarina. E como foi instável a atuação dessas duas equipes. O Cruzeiro começou melhor, criando boas chances. Na primeira grande oportunidade, Tiago Ribeiro perdeu de frente com o goleiro Wilson. Na segunda, o Figueira saiu jogando errado, Marquinhos Paraná tomou a bola, lançou Wágner, que tabelou com Guilherme. O camisa 10 celeste chutou, Wilson rebateu e Guilherme abriu o placar aos 13 minutos da primeira etapa. 13 minutos depois, a equipe da casa empatou: em um contra-ataque(estranho, ainda mais que o Cruzeiro vencia a partida), Bruno Santos dominou na área, driblou o fraco Jonathan – que ficou estatelado no chão – e mandou para as redes de Fábio. Como alegria de pobre dura pouco – pobre no sentido de pior defesa do Campeonato -, Henrique empatou dois minutos depois. Wágner cobrou o escanteio, a zaga rebateu nos pés de Henrique, que pegou de voleio. O Cruzeiro poderia ter ampliado, Tiago Ribeiro driblou Wilson para o lado errado e sem ângulo, chutou para fora. Apesar das dificuldades, a equipe catarinense parecia ter mais vontade e por isso pressionava mais. Aos 36 chegaram ao empate: Bruno Santos, em boa jogada pela ala esquerda, mandou na cabeça de Ramon, que empatou novamente a partida, 2 a 2. Fábio falhou. Em seguida, o Cruzeiro teve outra chance clara: Carlinhos bateu o escanteio, Wilson rebateu mal, a bola sobrou para Henrique, que rolou para Guilherme, que perdeu o gol sem goleiro. Simplesmente isolou e consolidou o empate no primeiro tempo. Na etapa final, o Figueirense começou bem melhor, aliás, parecia jogo de defesa contra ataque. Me lembrou o jogo de Potosí, mas com um detalhe, desta vez não havia altitude. A pressão era tanta, que o Figueirense chegou à virada, logo aos 13 minutos com Diogo, que mandou no ângulo esquerdo de Fábio, que estava adiantando. O gol foi ótimo para o Figueirense, certo? Foi, mas melhor ainda para o Cruzeiro. Serviu para acordar o time e o técnico Adílson Batista. Logo em seguida, Guilherme desperdiçou outro gol fácil de fazer. O atacante apareceu livre, de frente para Wilson, mas se complicou, pensou de mais. Não sabia se driblava ou chutava, demorou e o goleiro interceptou. Adílson resolveu mudar, tirou Elicarlos – que estava mal, não marcava e muito menos atacava – e colocou Camilo. Depois, tirou Jonathan – que se esquiva o jogo todo – e colocou Maurinho. Tudo certo para o gol de empate: Maurinho cruzou nos pés de Camilo que rolou para trás, Tiago Ribeiro, com muita tranquilidade – mandou para as redes de Wilson. Isso aos 23 minutos. Mário Sérgio também resolveu coloborar, o treinador do Figueira sacou o melhor jogador do seu time – Bruno Santos -, com a substituição, o Figueirense perdeu seu poder de fogo e facilitou o trabalho dos defensores celestes, que batiam cabeça. Resultado: virada celeste; Aos 33, Marquinhos Paraná fez ótima jogada pela meia-direita, tabelou com Tiago Ribeiro, que chutou; Wilson rebateu mais um vez nos pés do artilheiro celeste, Guilherme que virou a partida e finalizou o placar. 4 a 3 para a Raposa, que continua na terceira posição, agora com quatro pontos atrás do líder Grêmio, que empatou com Atlético-PR; e três de difrença para o Palmeiras, que venceu o Vasco por 2 a 0. Uma boa vitória, só espero que o resultado positivo não oculte as falhas do time celeste. Erros gravíssimos de posicionamento defensivo e de conclusões ao gol, que já são decorrentes. O jogo contra o Palmeiras é um bom exemplo. Agora a Raposa tem outro confronto direto, desta vez contra o São Paulo no Morumbi. Vale uma firmação no Grupo dos times que vão para a Libertadores, o Cruzeiro não pode nem pensar em perder. Caso ocorra, o título já era e a perda da vaga do toneiro continental será iminente. Fabrício deve retornar no lugar de Elicarlos e Maurinho tem que assumir a posição de Jonathan, que não pode ser titular de uma equipe da grandeza do Cruzeiro.

A Grande Chance Os resultados haviam ajudado o Ipatinga. Vasco e Fluminense perderam; o Atlético-PR empatou. Faltava apenas o Ipatinga vencer o Flamengo, no Maracanã, para a equipe mineira sair da zona de rebaixamento. Mas para variar, o Tigre perdeu, de pouco, mas perdeu: 1 a 0 para o Fla, gol de Marcelinho Paraíba aos 35 minutos da etapa inicial. Resultado muito normal, mas ainda falta confiança ao time do Ipatinga, que mais uma vez encarou uma equipe grande de igual para igual. É preciso preparar melhor os jogadores de ataque, são preciptados, principalmente Adeílson. O próximo confronto da equipe do Valo do Aço é direto. Ipatinga e Vasco jogam no Ipatingão. Mais uma grande chance de saída da zona vermelha!





Que alívio!

21 09 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

No começo parecia que o filme se repetiria, mais uma derrota e mais crise. O Náutico jogava fácil, antes havia perdido um gol com Kuki – Édson fez ótima defesa – , aos 17 o Timbu não perdoou. Depois de um belo lançamento de Kuky, Alessandro cruzou, Édson dividiu com Clodoalmo na área e acabou espalmando a bola nos pés de Ruy, que guardou. Náutico 1 a 0 e gol dedicado ao argentino Sorín – o lateral é um velho amigo de Ruy. O Atlético sentiu o baque, o Náutico continuava melhor, criando oportunidades, mas que foram desperdiçadas por seus atacantes: aos 29, Ruy tocou para Clodoaldo, que passou pela defesa, mas Édson foi para dividida e levou a melhor. Depois, aos 37, Alessandro achou Clodoaldo livre, que mais uma vez falhou e mandou por cima do gol. O atacante estava mais uma vez de frente para Édson. Mesmo com todo o desânimo, o Atlético conseguiu o empate ainda no primeiro tempo: Renan Oliveira mostrou mais uma vez que tem condições de ser titular do alvinegro. O revelação atleticana, em um bela arrancada do meio de campo até a área do Náutico e finalizou sem chance para o goleiro Eduardo. 1 a 1 aos 42 do etapa inicial. O gol serviu de alento para time e a torcida, tanto que o Atlético virou o jogo na etapa complementar: o zagueiro Vinícius marcou de cabeça aos 22 minutos. Antes, aos 16, Marcelo Oliveira tinha promovido duas sustituições, Pet no lugar de Lenílson e Castillho na vaga de Renan. Modificações que surtiram efeito, Pet cobrou a falta que originou o gol, Castillo cabeceou na trave e no rebote Vinícius marcou. Sorte de treinador! Ótimo para o Galo, que respira – continua na 12ª, agora com 33 pontos e muda o foco da semana: esquece-se do time, agora a mídia vai centrar as atenções sobre as eleições para presidente do clube. O presidente do Conselho, João Batista Ardizoni, deve convocar os conselheiros para eleger um novo presidente ainda esta semana. A dúvida fica, quem vai querer? Alexandre Kalil e Itamar Vasconcellos já demonstraram interesse.





Por livre e espontânea pressão….

18 09 2008

E ele largou o osso!!!

Fábio Moura – lock_morgan@hotmail.com

Depois de muita pressão da torcida, do conselho, da imprensa e até da própria familia, Ziza Valadares renunciou a presidência do Clube Atlético Mineiro. Mas e agora, será que o Galo vai enfim  melhorar? Seria ele o grande culpado pela péssima fase do time, ou sua gestão foi apenas uma pequena parte de uma monstruosa sucessão de erros.

Já há muitos anos o Atlético sofre com pessimas gestões, de pessoas que entendem pouco ou nada de futebol, e Ziza foi mais um desses. Uma pessoa acostumada a administrar empresas, com um pensamento voltado exclusivamente para isso, porém, um time de futebol não pode ser administrado como uma empresa.  Principalmente porque o futebol é provavelmente uma das coisas mais imprevisiveis do mundo, e imprevisibilidade não combina nem um pouco com um planejamento empresarial. Um time de futebol precisa ser gerenciado como um time de futebol, e esse foi o grande erro de Luiz Otavio Mota “Ziza” Valadares.

Que venha o próximo presidente.