Muita cautela neste momento

30 10 2008

Em noite inspirada de Wagner e Guilherme, Cruzeiro despacha o líder Grêmio, empolga a torcida e acirra a briga pelo título do Brasileirão

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Foi simplesmente um show. Orquestrado pelo maestro Marquinhos Paraná, o Cruzeiro foi arrasador contra o líder Grêmio. 3 a 0 no ritmo espetacular de Wagner e Guilherme, que resolveram jogar, mais do que isso, mostraram fribra, garra, vontade de ser campeão. Este é o Cruzeiro que poderia estar disparado na liderança do Brasileirão, um time audacioso, imponente e muito ofensivo. Talvez pelos desfalques – Adílson não tinha três volantes à disposição -, que obrigou o treinador celeste a escalar dois armadores, resultado: um time mais criativo, com mais opções de escape e muita movimentação. Tanto foi, que a Raposa não precisou nem de 15 segundos para abrir o marcador. Lance fulminante, o Grêmio deu a saída, Guilherme tomou, fez bela jogada e achou Wagner, que mandou para as redes, 1 a 0. Mesmo após a abertura no placar, o time continuou concentrado, não baixou o ritmo e iniciou-se um borbandeio para cima do goleiro tricolor. Victor fez boas defesas e deu sorte em outros lances, segurando o placar no primeiro tempo. O etapa final teve o carimbo de Marquinhos Paraná, o volante celeste foi sensacional. Desarmou como ninguém, driblou com muita categoria e foi excelente na criação, diga-se como enxerga bem as jogadas, como é calmo e centrado. Destas armações sairam os outros dois gols da Raposa, o primeiro com um lançamento primoroso para Jonathan, que fez um belo gol. E o segundo em uma jogada pela direita – errou o cruzamento é verdade -, mas achou Jadílson, que também chutou errado, mas nos pés de Guilherme, que dominou com categoria e, antes que a bola caísse na grama, mandou para gol. 3a 0, final de jogo e esperança azul no Mineirão. O difícil é prever se o ritmo será o mesmo contra o Goiás, no domingo, jogo no Serra Dourada. Agora não dá pra errar mais, é vencer ou vencer para que o título deixe de ser um sonho e passe para a realidade. A diferença é de apenas um ponto e o Grêmio ainda tem um confronto direto contra o Palmeiras, que tem os mesmo 58 pontos do Cruzeiro. O difícil é o São Paulo de Muricy Ramalho, deixaram o tricolor chegar e quando chega é difícil de impedir. Muricy é o craque dos pontos corridos, ganhou os três últimos, incluindo o título que garfaram do Internacional. Sem dúvida, o tricolor paulista é o time a ser batido. Se não for ele, será o Cruzeiro, basta o treinador e os jogadores acreditarem que jogam em uma  equipe grande e que pode conquistar o Brasileirão. Condições para isso foram comprovadas no jogo de ontem.

Realidade de Ipatinga e Atlético E mais uma vez o Tigre e o Galo decepcionaram no campeonato. Perderam mais uma vez, os dois jogando como visitantes. 2 a 0 para a Portuguesa pra cima do Ipatinga e 2 a 1 para o Coritiba sobre o Atlético. Novidades? Nenhuma, as mesmas falhas, a mesma covardia e gols estranhos. Solução? Difícil encontrar alguma, talvez uma segunda divisão para ambos.

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Isso não dá pra fazer

25 10 2008

Algoz da Raposa de outros tempos, Rafael Moura marca mais uma vez e dá a vitória ao Furacão sobre o fraco Cruzeiro de Espinoza. 1 a 0 e a Raposa se distancia do líder Grêmio 

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Ganhar de um time que estava na zona de rebaixamento? Isso dava pra fazer. Colocar o Jajá no banco de reservas ao invés de Wanderley? Isso também dava pra fazer. O que não dá gente, é perder para um time do nível do Atlético-PR, seja no Paraná, em Minas ou na China. Perder da maneira como perdeu, com toda a displicência de Guilherme, Fernandinho e Tiago Ribeiro. Isso não dá pra fazer. Aliás, time covarde, com técnico e jogadores desanimados, não deve ser campeão. Um abusurdo, uma falta de respeito com o torcedor celeste, que toda vez tem que se contentar com isso. Quando parece que vai, o time decepciona. Foi assim contra o Potosí, o Goiás, Coritiba, Palmeiras, São Paulo e Grêmio. Diga-se, o tricolor gaúcho é próximo adversário e va aí uma dica ao torcedor azul: é melhor nem procurar o Mineirão para não passar raiva. É melhor não ver as estratégias de Adílson, os chutinhos de Guilherme e Ribeiro, e os erros de passes absurdos de toda a equipe. Por que o Wagner começou no banco? Por que o Jadílson nem entrou? Pra que tirar o Carlinhos? Não entendo, o treinador e o time celeste só fazem aquilo que não dá pra fazer. Resultados: decepções, decepções e mais decepções.

Galo e Inter Não vi a partida, mas é melhor nem ver mesmo. Esse time do Galo é um vergonha, é outro que só decepciona. Começou vencendo – Castillo fez um belo gol – , mas cedeu a virada (Alex e Sandro). Pedro Paulo empatou no final. Entre os gols, o goleiro Juninho, ao estilo caçador de borboletas, falhou no segundo gol do colorado. Nada de muito grave, o goleiro alvinegro vem salvando o time e não merece ser criticado. Ele acerta mais do que erra. Mas é bom o Atlético abrir o olho, o rebaixamento volta a assustar. O Atlético tem apenas seis pontos de vantagem sobre o primeiro time que está na zona vermelha.  

 Ipatinga nem se fala 3 a 0 para o Botafogo. Esse é o nosso futebol mineiro!

 





Dois Sentimentos

22 10 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Uma torcida é mais fanática

a outra é mais exigente

Um time é raça por tradição

o outro é pura técnica

De um lado a massa

do outro a China

De um lado a decepção no centenário

do outro a busca da afirmação

Os dois

um duelo

Em comum dois ex-zagueiros

ídolos que se tornanaram comandantes

De um lado a humilhação

do outro a esperança revigorada

De um lado a crise

do outro a luta pelo título

De um lado um filme triste se repete

do outro um novo roteiro

De um lado oito decepções seguidas

do outro, oito são as alegrias

Um clássico

dois sentimentos

Atlético e Cruzeiro





Vitória incontestável

19 10 2008

Cruzeiro destoa no clássico mineiro, assume a segunda posição e ainda fica a um ponto do líder

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Um clássico de um time só, assim pode ser resumido o confronto de hoje entre as duas potências de Minas Gerais. O Cruzeiro foi superior durante toda a partida, tomou a inciativa e não deu chances ao Atlético. Se não fosse a incompetência do ataque celeste, uma goleada não surpreenderia os críticos. 2 a 0 para a Raposa foi até bom para o Atlético, eu não me lembro de ter vista sequer uma finalização alvinegra. De acordo com as estatísticas, em nove tentativas, o Galo acertou o gol apenas uma vez, enquanto o Cruzeiro finalizou 22, nove foram em direção ao gol. Adílson mais uma vez enganou a imprensa e escalou Fernandinho no meio-de-campo, com Carlinhos na esquerda e Wagner no banco. O que ninguém esperava era o bom futebol de Fernandinho como armador, sendo decisivo. Foi ele o autor do belo passe do primeiro gol, marcado pelo tão criticado Jonathan. Gol que demorou a sair, só aos 42 minutos do primeiro tempo. Antes, Guilherme e Tiago Ribeiro haviam perdido duas ótimas oportunidades cada. Ramires ainda mandou uma bola na trave. Segundo tempo, o Atlético volta com uma modificação: Rafael Aguiar entrou na vaga de Denílson. Improvisado, a entrada o atacante na lateral-esquerda só ajudou a dar espaços para Tiago Ribeiro, que criou duas boas chances para Guilherme, que mais uma vez desperdiçou. No mais, o Atlético esboçou uma falsa reação, com seis escanteios, mais nada que assustasse o torcedor celeste, que ainda lamentou dois gols perdidos por Wagner – entrou aos 20 do segundo tempo no lugar de Fernandinho. Diga-se, o armador azul voltou de contusão e mostrou alto nível, com bons passes e essas duas finalizações, uma para fora e a outra nas mãos do goleiro Juninho. Quando o jogo caminhava para o final, Camilo passou para Elicarlos, que tentou driblar Juninho, mas foi derrubado: pênalti. No lance, Elicarlos sofreu uma luxação na clavícula esquerda e vai desfalcar o time celeste por, pelo menos, cinco rodadas. Aos 47, Guilherme bateu e marcou, 2 a 0, placar final. O Cruzeiro foi para 55 pontos, se desgrudou do São Paulo e tomou o segundo lugar do Palmeiras – o clássico paulista terminou empatado em 2 a 2. No jogo das 18h20, a Raposa foi mais uma vez beneficiada, o Grêmio perdeu para a Portuguesa por 2 a 0. Assim, o tricolor gaúcho continuou com os 56 pontos, apenas um de diferença para o time estrelado. Para quem não acreditava, o Cruzeiro volta a brigar pelo título brasileiro. Se vencer a próxima partida, contra o Atlético-PR, na pior das hipóteses mantém a diferença para o Grêmio, e, na rodada seguinte, o confronto é direto e no Mineirão. Já passou da hora do time celeste vencer um adversário direto, o time perdeu as duas para o Palmeiras; empatou e perdeu a outra para o São Paulo e ainda perdeu para o Grêmio no turno. Sobre o Galo, eu só posso dizer um clichê: não se mexe em time que está ganhando. Não entedi esta do Marcelo Oliveira, voltar com o Marques foi um erro absurdo. Pedro Paulo, Renan Oliveira e Castillo dominaram a zaga flamenguista no penúltimo jogo do Alvinegro. Marques é um ídolo, mas há tempos merece um banco de reservas. O atacante é muito lento e pouco produtivo, joga apenas pelo lado esquerdo do campo, é o mesmo que atuar com um jogador a menos. A sorte do Galo é que as equipes da parte da baixo da tabela são péssimas e, por isso, o time não está em uma situação pior na competição e permanece na 12ª posição. O próximo desafio do Alvinegro é contra o Internacional, sábado, no Mineirão.  

Tigre de Aço Ontem, o Ipatinga conseguiu um empate nos acréscimos do jogo contra o Figueirense, em Santa Catarina. Quando tudo parecia perdido – Tadeu tinha feito 1 a 0 para o time da casa – , o “paraguaio-boliviano” Pablo Escobar empatou para o Tigre com um gol de pura raça. 1 a 1, placar final e nada de importante, o Ipatinga permance na zona de rebaixamento, agora na penúltima posição. É difícil acreditar em uma salvação!   





Márcio acerta com o Santa Cruz, mas continua no Ipatinga

17 10 2008

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Último colocado do Brasileirão, com apenas 27 pontos em 29 partidas, o Ipatinga conseguiu mais um problema. O técnico Márcio Bittencourt acertou com o Santa Cruz para o próximo ano. O treinador permanece na equipe do Vale do Aço até o final do Nacional, mas com a cabeça no time de pernambucana. Se a situação não está boa, agora ela tende a piorar. Márcio assumiu o Tigre na 22ª rodada do Campeonato, em substituição ao técnico Ricardo Drubsky. Em oito jogos com o comando de Bittencourt, o Ipatinga perdeu quatro, empatou uma e venceu três partidas, sobre o Goiás, Atlético e Vasco, todas dentro do Ipatingão. O treinador já não é bom, imagina com contrato assinado com outra equipe. É, pelo jeito o Tigre é primeiro rebaixado para a série B, essa notícia antecipa a iminente queda da equipe do interior mineiro. Tudo indica que o Tigre vire o ano sem treinador e ainda sem presidente, dizem que Itair Machado pretende vender a equipe quadricolor. Que fase!  





Dica

16 10 2008

Acesso diariamente muitos blogs legais, mas ultimamente tem um de que gosto muito, o www.quemmatouatangerina.com, do ex-jacaré banguela Fred Fagundes. O blog é muito bem escrito e trata de diversos assuntos de uma forma inteligente e bem humorada, inclusive o futebol. Hoje (16/10) ele postou algo muito interessante sobre o Campeonato Brasileiro, cliquem no link abaixo e confiram.

http://www.quemmatouatangerina.com/2008/10/16/jamais-nos-matarao/





Vaza Robinho!

16 10 2008

“Olha eu aqui gente, estou jogando! Quero uma filmagem e uma foto deste gesto.”

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Ele tem a mídia ao seu lado, adora aparecer no vídeo com todos os tipos de caras e bocas, brinca depois de uma vitória, se idolatra depois de uns dribles contra adversários pra lá de inferiores. Nos momentos ruins se esquiva, fecha a cara. Momento bom? Apenas dois, nas conquistas do Brasileirão de 2002 e 2004 pelo Santos. No mais, sempre levou desvantagens de marcadores superiores e nunca decide uma partida importante. Mas o que vale um jogo importante, se o que importa para a mídia é a típica imagem que encanta, como alguns dribles, depois de estar ganhando de uma equipe fraca por 4 a 0. Para os leigos, é bom registrar para sempre, até em um estádio histórico. Não é melhor relembrar os dribles de uma craque com Garrincha? Ou as explosões do gênio Ronaldo? Melhor ainda, os gols decisivos de Romário e Pelé? Não entendo porque tanto marketing em cima de Robinho, que hoje joga no Mancheter City, um time de quinta categoria da Inglaterra. Um time que consegue algumas vitórias, lógico, contra times inferiores e quem brilha? Bingo! E todo mundo (imprensa) mostra os gols, as jogadas e reforçam a burrice de nosso treinador, Dunga. O atual time do Brasil é tão fraco, que seleções sem tradições, como Chile e Venezuela, jogam em esquemas ofensivos contra a nossa seleção. Por isso são goleadas, se jogassem um futebol mais pragmático contra a seleção canarinho, eu duvido que esses resultados se repetiriam. O Brasil não tem criação, Kaká é um meia-atacante de explosão, Elano é um a menos e Robinho (tinha que falar dele) só joga quando não tem marcação. Se forçar, ele entrega, como nos jogos contra a Argentina, Bolívia e o de ontem, contra a Colômbia. Jogos pífios, sonolentos e de um Brasil cada vez mais degradante, no ritmo de Robinho.