02 de janeiro de 1921: Surge um dos maiores clubes do mundo

2 01 2009

cruzeiro

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com 

“Nos gramados de Minas Gerais, temos páginas heróicas imortais”. Tão imortais quanto os 34 campeonatos mineiros. Quantas vitórias sensacionais frente ao arque rival, Atlético.

A vitória da final do ano passado, 5 a 0, jamais será esquecida pelo torcedor azul. O título tão sofrido de 1996, em que a Raposa precisava vencer o América, e torcer por um tropeço do Galo contra o Uberlândia, que sufoco!

Qual cruzeirense não se lembra do espetáculo da torcida na final do Mineiro de 1997. Mais de 130 mil pessoas lotaram o Mineirão para ver Marcelo Ramos selar mais uma conquista celeste.

Talvez o hino não seja perfeito. O antigo Palestra Itália, hoje Cruzeiro, rompeu as barreiras do estado. Conquistou o Brasil e o mundo ao golear o Santos de Pelé. 6 a 2 no Mineirão e 3 a 2 no Pacaembu e o primeiro título nacional: a Taça Brasil de 1966.Um time comandado por Dirceu Lopes,Piazza, Raul, Natal e Tostão, gênios que transformaram o Cruzeiro em um dos maiores clubes do mundo.

Dez anos depois, com o petardo de Nelinho, a inteligência de Palhinha e a magia de Joãozinho, a equipe celeste chegou ao título maior da América, a Taça Libertadores de 1976, em cima do River Plate da Argentina. Geração que por pouco não conquistou dois brasileiros, batendo na trave em 1974 e 1975. Profissionais que merecia o título mundial de 1976 e o bi da Libertadores de 1977.

Mas o destino guardou essas glórias para um novo esquadrão. Como não se lembrar das conquistas de 1991 e 1992 da Supercopa; da Copa do Brasil de 1993, 1996 e 2000; da Copa Ouro e Master de 1995.

Como se esquecer da geração de Nonato, Dida, Roberto Gaúcho, Marcelo Ramos, Ricardinho, Sorín, Ronaldinho, Gottardo, Elivélton. Elivélton, como é boa a lembrança. Que gol chorado! Gol do Bicampeonato da Libertadores em 1997.

E o jogo mais emocionante da história celeste… Giovanni e o gol aos 45 minutos do segundo tempo. Inesquecível! Como foi inesquecível também a despedida do ídolo Sorín. Final da extinta Copa Sul-Minas de 2002. O argentino havia cortado o supercílio no primeiro tempo, desculpa para sair? Que nada, jogou até o final e fez o gol do bicampeonato nesta competição. Um gol histórico, de trivela, na raça, bem ao estilo do argentino que conquistou a nação azul.

Valdo, outro grande ídolo não deu sorte a mesma. O “camisa 10” poderia ter se consagrado, merecia o Brasileirão de 1998, perdido para o Corinthians. Como jogava esse armador, uma pena! O time, liderado por ele, ainda foi vice da Copa do Brasil e da Mercosul de 1998.

Quis, mais uma vez o destino, reservar o ápice celeste a um outro “camisa 10”. Trata-se, em minha opinião, do maior jogador da história desse clube: Alex, o talento azul. Foi o líder do maior ano do Cruzeiro, 2003, o da Tríplice Coroa. Campeão Mineiro e da Copa do Brasil invicto e campeão Brasileiro pela primeira vez a história.

Eram shows atrás de shows, gols de letra, de falta, de trivela, chapelando o goleiro de cabeça e tanto outro de um criativo arsenal. Além dos passes geniais para outros grandes atletas, como o colombiano Aristizábal e o goleadores Deivid, Motta e Marcio Nobre, que não perdoavam. Não deixando esquecer da excelente defesa, que tinha Cris, Edu Dracena, Thiago e Luizão.

E o “Homem-Borracha”? Gomes fez defesas inimagináveis, salvando a equipe em momentos cruciais. A raça de Maldonado, a velocidade de Maurinho, quem vai se esquecer. E pensar que ainda tínhamos Augusto Recife em ótima fase; Wendell, voando em campo; Marcinho, o reserva de luxo; Leandro e os cruzamentos perfeitos e tantos outros…

Sem dúvida, uma geração que confirmou um clube cinco estrelas! Parabéns Cruzeiro, 88 anos de muitas conquistas! “(…)Cruzeiro, Cruzeiro querido, tão combatido, jamais vencido!”   

 

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