Um personagem que destrói o espetáculo

16 02 2009
o grande personagem do maior clássico do Brasil foi árbitro Alicio Pena Junior

Nem Tardelli, nem Ramires: o grande personagem do maior clássico do Brasil foi o árbitro Alício Pena Junior

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Às vezes eu acho o futebol um pouco cansativo, ainda mais quando entra em cena os dirigentes e técnicos ranzizas, que falam o que quer, mas nunca estão totalmente corretos. O clássico tinha tudo para ter um foco no duelo, que foi muito disputado. Mas graças a um personagem bem sem graça, o foco se direcionou a esta parte extra-campo, dos comentários ridículos de Leão e Alexandre Kalil.

O personagem a quem me refiro é o árbitro da partida de ontem, do Cruzeiro e Atlético, válido pela primeira fase do Campeonato Mineiro. Jogo que não valia absolutamente nada, oito equipes se classifcam nesta fase, você acredita que a derrota significaria a eliminação de um dos rivais? É lógico que não. Adílson foi inteligente em poupar alguns jogadores, clássico nesta fase só serve para desgastar fisíco e psicologimente os atletas. 

Então, por que, o Alício Pena Junior não marcou aquela falta de Léo Fortunato em Carlos Alberto no primeiro lance de perigo da partida? A resposta é simples, porque Alício teria que expulsar o zagueiro celeste. Para ele e para a maioria dos árbitro brasileiros – até aqueles que hoje são comentarista -, isso já se tornou uma regra interna. Coisa de juiz de futebol, atitude de pessoa insegura e pressionada. Tanto é, que como viu que errou, compensou. No lance seguinte, Fernandinho recebem uma falta parecida, que também foi ignorada por Alício. O próprio Leão admitiu.

O Cruzeiro como tem um elenco melhor – jogou com um time misto -, partiu pra cima do Galo e abriu o placar com Ramires, depois que Jancarlos roubou um bola de Tardelli na intermediária atleticana. Depois o Galo melhorou, chegou mais ao gol adversário e só não marcou porque Leandro Almeida acertou a trave e Tardelli perdeu um gol feito. 

Aos 37, o zagueiro Welton Felipe, que já tinha recebido um cartão amarelo no início do jogo – cometeu uma falta ríspida em Ramires -, repetiu o feito, e derrubou Soares, que entraria para dentro da área. Falta e segundo cartão. Com muita coerência, Alício o expulsou. Com um jogador a mais, a Raposa aproveitou os espaços e ampliou o placar com um belo gol de Soares, ajudado pela falha do goleiro Juninho. Resumindo para o Leão e o Kalil: Welton Felipe é que errou, não o árbitro.

Os méritos das expulsões que favoreceram ao Cruzeiro no Mineiro vão para a velocidade do ataque celesta, mais nada, todas foram corretas. Não tem nada de “quadrilha”, é apenas incompetência das zagas adversárias.

No segundo tempo, o Cruzeiro desperdiçou várias oportunidades e evitou uma goleada. Como reza o velho ditado, quem não faz, leva, o Atlético acabou diminuindo o marcador. Como o time Alvinegro também não acertava o gol, Alício tratou de ajudar. O árbitro viu um pênalti  de Fábio em Carlos Alberto aos 30 minutos da segunda etapa. O próprio Carlos Alberto admitiu que pulou. Tardelli bateu e converteu: 2 a 1. 

O gol animou os jogadores do Galo, que partiram pra cima da Raposa. Depois do cruzamento de Éder Luis, Tardelli chegou atrasado. Márcio Araújo chegou de frente com Fábio, mas titubiou e chutou mal. Aos 41, o fraco Tiago Ribeiro – corre muito, mas é pouco objetivo – foi expulso corretamente. No primerio tempo havia tomado um cartão por reclamação. Neste lance, ele segurou Carlos Alberto e parou um contra-ataque atleticano. Nada mais certo que o segundo amarelo e o vermelho em seguida. 

Depois, Wellington Paulista entrou na área do Galo, tentou driblar Juninho, mas foi derrubado. Pênalti? Que nada,  Alício, mais um vez ignorou. Agora eu pergunto, por que o Leão e o Kalil não falaram sobre este lance? A “Quadrilha” não falharia contra si própria, será que foi para disfaçar? 

Alício, Cruzeiro e Federação não precisam formar uma quadrilha para favorecer a Raposa. O Campeonato Mineiro não vale nada. Alício já está aposentando, até já deixou o quadro da Fifa. Já a Federação Mineira não seria burra de comprar briga com uma instituição tão grande, que tem uma torcida que divide o estado, que é o Atlético. Pura falta de controle psicológico do presidente e do treinador atleticano. Nada mais, Alício é que ruim mesmo, e isso já vem de muito tempo e outros clássico. E a Comissão de arbitragem da Federação também mostrou incompetência e teve receio em escalar um outro juiz. Por que só o Alício pode apitar os clássicos? Por que não o Ricardo Marques, que entrou para o quadro da Fifa este ano? Está parecendo a CBF com o Simon. Cismam que eles são os melhores do seus quadros (de árbitros) e insistem no erro.   

Voltando ao jogo, que terminou em 2 a 1 para o Cruzeiro, deu pra observar que os rivais tem uma falha em comum: são deficitários nas conclusões a gol. Tardelli, Wellington Paulista, Márcio Araújo, Éder Luis, Soares e Tiago Ribeiro precisam “calibrar” o pé. Erram demais e, em momentos decisivos, esses gols fazem falta demais. Principalmente em torneios como a Libertadores e a Copa do Brasil.

De positivo, o Cruzeiro mostrou que tem um outro bom lateral-direito, Jancarlos, o melhor em campo. Já o Atlético, terá que apostar nos bons avanços de Carlos Alberto, que incomdou a zaga celeste durante toda a partida. Ramires, mais uma vez, deixou sua marca, com um gol e a eficiência marcação. Marquinhos Paraná também foi muito bem, assim como Gérson Magrão, ótimo nos lançamentos. Wagner entrou em seu lugar e igualou o número de jogadores do Cruzeiro com o Atlético. O meia esteve muito apagado. Já os atleticanos Márcio Araújo, Renan e Juninho apareceram, mas da maneira que foi, era melhor copiar o Wagner. Renan não conseguia acompanhar a velocidade de Tiago Ribeiro e Soares; Márcio Araújo continua errando muitos passes, criando contra-ataques e perdendo gols; Juninho tomou outro frango. 

Adílson também tem que abrir os olhos e trocar a zaga para a Libertadores. Thiago Heleno e Léo Fortunato não podem continuar como titulares, deram muitos espaços para os avanços do Atlético e do Villa Nova, que foram as duas últimas equipes que eles formaram a dupla de zaga.

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