Qual a sua opinião?

10 03 2009

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

No programa “Domingão do Faustão”, do último domingo, Ronaldo, em uma conversa informal com o apresentador Fausto Silva, disse, em tom e brincadeira, que ele era magro na época em que atuava no Cruzeiro porque passava fome. Indignado com as declarações do Fenômeno, o presidenete da Raposa, Zezé Parrella, divulgou uma nota oficial, em resposta ao jogador, no site do clube:

A estúpida declaração do jogador Ronaldo Nazário no programa Domingão do Faustão, ao afirmar que era magro porque passava fome quando jogou pelo Cruzeiro nos causou enorme estranheza. Primeiramente, o Cruzeiro Esporte Clube quer esclarecer que magro, desnutrido e sem base educacional era o garoto que chegou para treinar no clube no início da década de 90. De origem pobre e com dificuldades até para se alimentar no subúrbio do Rio de Janeiro, o menino Ronaldo se mudou para Belo Horizonte onde teve uma chance de ouro que mudou sua vida.

Na Toca da Raposa Ronaldo recebeu acompanhamento de nutricionistas, preparadores físicos e também de professores para dar-lhe educação formal. Tal transformação foi tão extraordinária que o atleta, com apenas 17 anos, foi convocado para a Copa do Mundo de 1994. Este fato comprova todo o trabalho de excelência feito nas categorias de base do clube já naquela época ou será que a exigente comissão técnica da seleção aceitaria levar para mundiais jogadores raquíticos?

Infelizmente, com o passar do tempo um dos maiores jogadores do planeta passou a ocupar mais espaço nas manchetes por causa de suas atitudes fora das quatro linhas do que dentro dos gramados. Com uma vida conturbada e polêmica, recheada de escândalos e controvérsias, Ronaldo parece ter perdido o equilíbrio que se espera dos grandes ídolos. 

Zezé Perrella

Presidente do Cruzeiro Esporte Clube

Sinceramente, concordo com as palavras do presidente celeste, Ronaldo menosprezou o clube mineiro, mesmo que a declaração tenha sido em tom de brincadeira. Afimações desse tipo ganham conotações diferentes e, querendo ou não, tem muita gente (a audiência do programa é grande) que não entende isso como uma bricadeira e, sim, como uma ofensa ao time que lhe revelou para o futebol mundial. Ronaldo é muito bem assessorado, por isso, poderia ter evitado mais essa gafe. Mas como o blog NoÂngulo é democrático, eu quero saber a sua opinião…

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No dia de Ronaldo, Atlético encosta no Cruzeiro

8 03 2009
Ronaldo volta a marcar depois de um longo tempo.

Ronaldo volta a marcar depois de um longo tempo.

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Este domingo foi marcado pelo reecontro de Ronaldo com o gol. Há mais de um ano longe dos gramados – voltou na última quarta -, o Fenômeno entrou, mais uma vez, no segundo tempo, desta vez contra o Palmeiras, e acabou mudando o placar. O time corintiano perdia por 1 a 0  e jogava muito mal. Após a entrada de Ronaldo, o time foi outro. De cara, o ex-cruzeirense acertou a trave alviverde, depois fez ótima jogada e cruzou na cabeça de André Santos.

O goleiro palmeirense teve que fazer grande defesa. Já nos acréscimos, em cobrança de escanteio, a bola parece que procurou Ronaldo, que não perdoou, e de cabeça igualou o placar. Quem sabe não esquece, ficou claro. Em poucos minutos em campo, o Fenômeno jogou mais que os outros três atacantes (Dentinho, Souza e Jorge Henrique) do Corinthians juntos. Não importa se está fora de forma, com barriga, velho ou indo para balada. É nítido que o futebol ele jamais esquece.

Falando do Campeonato Mineiro… Como não tenho muito paciência de assistir jogos em gramados pequenos, optei em acompanhar Palmeiras e Corinthians. Pra falar a verdade, o campo desse jogo (a partida foi em Presidente Prudente) também não era lá essas coisas. Mas como era clássico, acabei vendo só algumas partes do jogo do Galo. Pelo que vi, o primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Democrata.

Alan acabou abrindo o placar para a equipe de Governador Valadares. Depois o time da casa caiu de produção e Galo acabou empatando ainda no primeiro tempo. Golaço de Éder Luís. O segundo tempo eu vi menos ainda. Diego Tardelli marcou duas vezes, se isolou na artilharia com 10 gols e deu números finais ao placar. 3 a 1. Bela vitória do Galo, que venceu um adversário forte, em se tratando de Campeonato Mineiro, de virada e ainda encostou no líder Cruzeiro, que empatou com Tupi no Mineirão por 0 a 0.

Sobre esta partida, o Tupi entrou com dez jogadores no campo defesa – apenas Adeílson de atacante-  e continuou assim até o final. Resultado: quem assistiu teve sono. De emoção, apenas um lance em que Wellington Paulista deu um voleio e acerou as duas traves do Tupi.

De resto, só passes errados, jogadas pelo meio insistentemente do Cruzeiro e muito chutão por parta da equipe de Juiz de Fora. Sorín, que jogou só o primeiro tempo, pouco apareceu; Bernardo, outro que saiu no intervalo, errou demais; Ramires, que entrou em seu lugar, repetiu a apatia do jogo passado e pouco apareceu; Fernandinho, que entro na vaga de Sorín, deu azar, jogou apenas quatro minutos e saiu contundido.

Ele deve ficar inativo por um longo período. Diego Renan entrou no lugar dele e mostrou que ainda não está preparado para atuar em uma equipe profissional. Kléber, ate que lutou, mas tinha pouco espaço. Foi só, péssima partida, poucos lances, nada de emoções e o Galo na cola.        





Tempestade em copa d’água

6 03 2009
Imprensa mineira exagerou ao insistir na polêmica entre Kléber e Eduardo Maluf

Imprensa mineira exagerou ao insistir na polêmica entre Kléber e Eduardo Maluf

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Devido às funções extra-campo, não escrevi sobre o jogo o último jogo da Raposa. Aliás, acho que toda a imprensa esqueceu de divulgar a vitória celeste sobre o Universitário de Suce, que deixou a equipe da Toca na primeira posição do grupo 5 da Copa Libertadores. Os meus colegas optaram em promulgar a expulsão de Kléber, como se fosse uma notícia nova.

E pior, polemizaram. Pegaram duas entrevistas. Uma do diretor de futebol do Cruzeiro, Eduardo Maluf, dizendo que o jogador seria multado por ter recebido um cartão vermelho direto. A outra era com o  Kléber, que ficou incomodado pela declaração de Maluf. Discordo desse tipo de jornalismo, ainda mais em se tratando da imprensa mineira. É ruim para os próprios profissionais. 

Isso só atrapalha o ambiente do clube, deixa o clima ruim e se reflete dentro de campo. Kléber foi expulso, beleza. Mas, há quando tempo não vemos um atacante de tanto talento no futebol das alterosas? Que jornalista não quer participar de uma final de Copa Libertadores? É bom pensar nisso, antes de sensacionalizar.

O importante é que o presidente Perrella amenizou o caso, chamou os dois para uma reunião e, aparetemente, reconciliou os dois profissionais. Como eu disse em um post anterior, com as entradas de Kléber e Sorín no time titular, o clube mineiro terá uma equipe forte e competitiva para a disputa da Libertadores. Kléber já mostrou isso nos dois jogos em que foi expulso. Fez dois gols no primeiro e começou a jogada do gol da vitória da Raposa sobre o Universitário Sucre, em plena altitude boliviana. E olha, até então (antes do vermelho) neste último jogo, o atleta era o melhor em campo.





Táticas

5 03 2009

Cada seleção tem uma característica tática diferente, são peculiaridades e comportamentos bem distintos entre si. Veja abaixo alguns quadros que representam a tática de algumas seleções pelo mundo, de um modo bem interessante.

argentina

brasileira1

italiana

alemanha

inglesa 

Vi no Ela tá de xico





Vontade é o que não vai faltar

2 03 2009
Titularidade iminente: a garra de Sorín e Kléber supera a técnica de Fernandinho e T. Ribeiro

Titularidade iminente: a garra de Sorín e Kléber supre os principais problemas do atual time base de Adílson Batista.

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

O que ficou bem claro na goleada de 4 a 1 do Cruzeiro sobre o Ituiutaba, ontem, no Mineirão, foi que Sorín e Kléber serão titulares absolutos do time celeste. Em boas condições físicas, os dois suprem as maiores deficiências da Raposa: a falta de vontade, os erros de passes e de finalizações e o desarme no campo ofensivo.

Kléber, além dos três gols marcados, mostra garra em toda a partida, luta o tempo todo. Não desiste de um lance sequer, e ainda tem traquilidade para chutar a gol. Sorín, que volta depois de quase um ano de inatividade, mostra que terá muita utilidade ao time de Adílson Batista. Em pouco mais de um tempo em campo, ele é outro que acredita em todas as bolas, lidera a equipe e joga com gana para vencer. 

Apesar de já ser considerado um atleta em fim de carreira, o argentino tem muito a ajudar o time azul, principalmente na Libertadores. Qualquer leigo perceberia que o que faltou no fatídicio empate do Cruzeiro contra o Deportivo Quito foi vontade de vencer. Coragem de arriscar, qualidades que não faltaram a Ramires e que faltaram à Tiago Ribeiro e Fernandinho, jogadores que já estão com os dias contados no time titular. Kléber e Sorín, respectivamente, serão os substitutos.

Bernardo foi outro que se destacou na partida desse domingo. O jovem meio-campista, aos poucos, vem ganhando espaço no elenco celeste. Entrou muito bem no segundo tempo, tem um bom passe, é ótimo nas bolas paradas e finaliza muito bem. Se o treinador não inventar, a jovem promessa, futuramente, ocupará a vaga de Wagner, outro sonolento do Cruzeiro. Assim, quem sabe, a Raposa evite alguns vexames, como em Quito e em Potosí.