A vantagem é azul

28 05 2009
Na primeira das quartas, Cruzeiro consegue a mínima vantagem para a decisão na partida de volta, contra o São Paulo.

Na primeira das quartas, Cruzeiro consegue a mínima vantagem para a decisão na partida de volta, contra o São Paulo.

Bruno Martins – brunohmartins@radioliberdade.com.br

Simplesmente um jogaço. Foi o melhor dos que vi esse ano. Jogo disputado, cheio de alternativas, lances ríspidos e belas defesas dos goleiros. Cruzeiro e São Paulo protagonizaram uma grande partida na noite de ontem, no Mineirão. Com um público à altura do espetáculo – quase 53 mil pagantes -, o Cruzeiro tomou a iniciativa e pressionou o Tricolor durante todo o primeiro tempo.

Thiago Ribeiro tentou, Ramires idem, Jonathan também teve a sua oportunidade. Mas quem chegou mais perto foi Henrique, que deu um belo chute cruzado, Denis – o terceiro goleiro são-paulino – fez uma defesaça e mandou para escanteio. Escanteio, que, por ironia do destino resultou no gol da Raposa. 

Foi o último lance da etapa inicial. Gerson Magrão bateu o seu primeiro tiro de canto na partida – Tiago Ribeiro, que, até então, era o cobrador, sentiu uma fiscada na coxa direita – e mandou a bola na cabeça de Leonardo Silva. Com seus 1,92, o zagueirão celeste não perdoou e mandou para as redes tricolores. Um a zero.

Na volta para a etapa final, Adílson Batista sacou Tiago Ribeiro, lesionado, e colocou Athirson na armação. Com a modificação, o poder de fogo da Raposa foi totalmente apagado. O Cruzeiro não conseguia trocar dois passes sequer. Tanto é, que o  São Paulo é que foi para o abafa. Aos 11 minutos, eles acabaram empatando.

Zé Luís cruzou,  Dagoberto cabeceou, Fábio defendeu e na volta Washington mandou para o gol. Um a um. Após sofrer o gol, o treinador celeste resolveu desfazer o esquema com apenas um atacante e colocou Zé Carlos na vaga de Gerson Magrão – Athirson foi para a lateral. A partir daí, o Cruzeiro voltou a dominar a partida, com boas tramas, até chegar ao gol de desempate, aos 19 minutos.

Em uma bela triangulação entre Kleber, Jonathan e Zé Carlos, o atacante recém-chegado mandou um tirambaço para o gol de Dênis, que não conseguiu segurar a bola. Mesmo voltando a comandar o placar, o Cruzeiro continuou mandado no jogo e só não ampliou porque errava no último passe.

Fabrício desperdiçou duas boas jogadas, ao invés de tocar, chutou e, pior, bem longe do gol. Kléber também chegou próximo, mas preferiu cavar o pênalti. A equipe celeste ainda desperdiçou uma falta com Athirson. O lateral bateu à meia altura e Dênis pegou. Depois as melhores chances foram da equipe paulista, com Eduardo Costa e André Lima. Fábio foi sensacional. Fez defesas difíceis, que salvaram a vantagem da Raposa para o jogo de volta, dia 17 de junho, no Morumbi.

Com o resultado, o Cruzeiro joga por qualquer empate para ir à semifinal da Copa Libertadores da América. Um a zero dá São Paulo. Por isso, ainda não tem nada ganho. O tricolor é muito forte, é bom a Raposa se preparar. O Cruzeiro não ganhava do Tricolor desde maio de 2004, quando também venceu por dois a um no Mineirão. Gols de Jardel e Dudu Carioca. De lá pra cá, foram nove jogos, com cinco vitórias do São Paulo e quatro empates.  

Mas voltando ao jogo, é bom frisar a boa atuação do juiz chileno Carlos Chandia. Foi ele o responsável pelo duelo ser tão movimentado. Evitou marcar faltinhas, deixou o jogo correr e coibiu as entradas mais violentas com cartão amarelo corretamente. Nada dessas exageradas expulsões dos árbitros brasileiros, que teriam tirado Richarlyson, Kléber e Miranda da partida de volta. Na minha opinião, as faltas cometidas por esses atletas são normais, ainda mais se tratando de um decisão.     

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Rodada mineira

25 05 2009
Com um golaço de Éder Luís, o Atlético fechou a rodada dos mineiros.

Com um golaço de Éder Luís, o Atlético fechou a rodada dos mineiros.

Bruno Martins – brunomartins@radioliberdade.com.br

O fim de semana foi perfeito para os clubes mineiros. Juntando as séries A, B e C do Brasileirão, foram cinco vitórias em cinco jogos envolvendo times de Minas Gerais. Pela série C, o Ituiutaba bateu o Guaratinguetá por três a zero no estádio da Fazendinha.

O América também se deu bem em casa e venceu o Gama por dois a zero no estádio Independência. No sábado, pela série B, o Ipatinga foi a Campinas e ganhou da Ponte Preta por dois a um. Na série A, o Cruzeiro não deu chances ao Vitória e venceu por dois a zero no Mineirão.

E no final da noite de ontem, o Galo venceu o Sport no estádio da Ilha do Retiro, pela primeira vez, em sua história. O time do técnico Celso Roth bateu os pernambucanos por três a dois. Aos cinco minutos do primeiro tempo, Eder Luis abriu o marcador com um golaço.

O atacante alvinegro saiu do meio-de-campo, passou por quatro adversários e mandou para o fundo do gol de Magrão. Cinco minutos depois, Carlos Alberto cruzou e o próprio Eder Luis ampliou: dois a zero. O Galo continuou superior e chegou ao terceiro gol, aos 42 minutos da primeira etapa, com Marcio Araújo, que acertou um belo chute de fora da área.

Na virada para o segundo tempo, o Sport conseguiu seu gol logo no primeiro minuto. O gol foi marcado pelo volante Jonílson contra: três a um. O atacante Alessandro, que entrou no lugar de Eder, teve duas oportunidades de golear o Sport. Mas ele foi impedido por uma defesaça do goleiro Magrão e pelo travessão. 

E quem acabou marcando foi o Sport. Dutra diminuiu o marcador aos 45 minutos e fechou o placar. Três a dois para o Atlético. Ótima vitória do Galo, que está na terceira posição do Brasileiro. Na próxima rodada, o Atlético recebe o Santo André, sábado, no Mineirão.     





Literalmente escorregou

18 05 2009

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brunomartins@radioliberdade.com.br

O fim de semana tinha tudo pra ser perfeito para os mineiros, se não fosse o Cruzeiro, no ultimo jogo da rodada do Brasileirão. No sábado, o Ipatinga havia vencido o Vila Nova de Goiás por quatro a zero, pela série B, e o Galo ganhou do Grêmio por dois a um.

Ontem, a Raposa bem que teve chance, mas desperdiçou, e o Náutico venceu o clube celeste por dois a zero, no Recife. Apesar do gramado ruim e da chuva, o Cruzeiro foi bem no primeiro tempo, segurou o jogo, evitou os gols e levou o zero a zero para o intervalo.

Na volta, o jogo esquentou e o time estrelado teve as primeiras oportunidades claras de gols. As chances estiveram nos pés do atacante Thiago Ribeiro que, por displicência, chutou mal, muito mal. Como quem não faz, leva, não deu outra. O volante Elicarlos saiu tabelando com Thiago Ribeiro.

O atacante voltou a bola para Elicarlos, que escorregou. O meia Derley tomou a bola e tabelou certo com Gilmar, que deixou o companheiro na cara do Gol. Bastou Derley escolher canto: um a zero Náutico, aos 12 minutos. O segundo gol do Timbu não demorou a sair.

Na falha da zaga, Carlinhos Bala entrou livre na área e encobriu Fábio, fazendo dois a zero para a equipe da casa, aos 26 minutos. O gol liquidou o Cruzeiro, que ainda teve três boas oportunidades com o atacante Wanderley. Mas terminou assim, dois a zero Náutico. Essa foi a segunda derrota do Cruzeiro na temporada.

Nesses dois jogos, a equipe não contou com o atacante Kleber e com o meia Wagner. Será coincidência?

0,,20784291-DP,00O Atlético já é o quinto colocado do Brasileirão. No sábado, o Alvinegro venceu o Grêmio nos acréscimos. A partida estava empatada, em um a um, até os quarenta e sete minutos do segundo tempo.

Até que o volante Marcio Araújo mandou a bola na área do Grêmio. O lateral gremista, Joilson, tentou cortar e a bola bateu no braço dele. O árbitro Wilson Luis Seneme não pensou duas vezes e marcou pênalti.

Diego Tardelli bateu com paradinha, e converteu. O Atlético venceu a primeira no Brasileirão: dois a um. Apesar de a vitória ter vindo de um pênalti duvidoso, o Galo mostrou evolução e foi melhor que o Grêmio nos noventa minutos.

Junior jogou bem no meio-de-campo. Thiago Feltri foi bem demais na lateral-esquerda. Além de marcar o primeiro gol, Feltri ainda teve duas boas oportunidades no primeiro tempo. Carlos Alberto também se deu bem improvisado.

Jogando de lateral, o volante criou boas jogadas pela ala direita. O zagueiro Welton Felipe também se destacou, não dando chances aos atacantes gremistas. Quem se destoou do time foi Eder Luis, que falhou nas finalizações, nos passes e exagerou nas firulas.

Coincidência ou não, foi só ele sair que o Atlético abriu o marcador. O Galo agora se prepara para encarar o Sport, no próximo domingo. O jogo será no estádio da Ilha do Retiro, em Pernambuco.

Mais oito jogos movimentaram a segunda rodada do Brasileiro. No sábado, o Santa André venceu o Coritiba por quatro a dois, no Paraná, e o Flamengo não saiu do zero a zero com o Avaí, em pleno Maracanã.

No domingo, mais seis jogos. O Inter bateu o Palmeiras por dois a zero, no Beira-Rio. No Morumbi, o São Paulo empatou com o Atlético paranaense em dois a dois. O Santos também empatou: três a três contra o Goiás, na Vila Belmiro.

Na grande São Paulo, Barueri e Fluminense não saíram do zero a zero. Resultado idêntico entre Botafogo e Corinthians, no Rio de Janeiro. E em Salvador, o Vitória venceu o Sport por um a zero. A equipe baiana lidera a competição ao lado do Internacional.

2104Pela série B do Brasileirão, o Ipatinga venceu a primeira neste sábado. O Tigre ganhou do Vila Nova de Goiás por quatro a zero, no Ipatingão. O centroavante Marcelo Ramos marcou duas vezes.

O atacante Amilton e o volante Lucas ampliaram o marcador. Com a vitória, o Ipatinga subiu da ultima para a oitava colocação. O próximo desafio da equipe do Vale do Aço é contra a Ponte Preta, no próximo sábado. A partida será em Campinas.





Que venha o tricolor!

15 05 2009

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Bruno Martins – brunomartins@radioliberdade.com.br

Cruzeiro e São Paulo vão se encontrar nas quartas-de-final da Taça Libertadores. O São Paulo se classificou sem precisar jogar. O time paulista foi beneficiado pela desistência do Chivas, do México. 

Ontem, a Raposa venceu o Universidad do Chile por um a zero, no Mineirão, e também passou de fase. Apesar de jogar com vantagem do empate e da derrota por um a zero – venceu o jogo de ida por dois a um -, o Cruzeiro tomou a iniciativa da partida e bombardeou o gol do chileno Miguel Pinto.

No primeiro tempo, Kléber teve três boas oportunidades e Leonardo Silva mandou uma bola que rolou na linha do gol adversário. Mas nada de gol, principalmente por causa da atuação do goleiro do Universidad.

Na etapa final, o técnico adversário, Sérgio Markarián, promoveu duas modificações e adiantou a marcação. As substituições surtiram efeito até os dez primeiros minutos. Mesmo assim, o time chileno acertou o gol estrelado apenas uma vez, mas sem nenhuma dificuldade para o goleiro Fábio.

O técnico Adílson Batista, observou as falhas de seu time, e resolveu colocar o volante Elicarlos no lugar de Gerson Magrão, com Athirson sendo deslocado para a lateral esquerda. A partir daí, o time celeste voltou a comandar a partida e acabou abrindo o placar com Kleber, aos 28 minutos.

O Gladiador chutou fraco, mas o goleiro Miguel Pinto aceitou. Um a zero. Após o gol, foi só administrar e, lógico, continuar apanhando do time chileno, que bateu o jogo inteiro. O volante Henrique acabou saindo com suspeita de fratura. Cruzeiro e São Paulo devem se enfrentar daqui  duas semanas.

Apesar de toda a a eforia do torcedor celeste, o tricolor paulista é o favorito. Mesmo não passando por uma fase, o São Paulo tem jogadores mais experientes e decisivos, como Borges, Jorge Wagner, André Dias, Miranda, etc. Do lado azul, os atletas, tecnicamente, são melhores, mas ainda falta um poder decisivo para Ramires, Wagner e Fábio. A hora de provar é agora.   





Na técnica e na Raça

11 05 2009

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Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Vinte e três jogos invicto no Mineirão. Sendo vinte vitórias e três empates. Sessenta gols a favor e apenas oito sofridos.Números surpreendes, marca do Cruzeiro. Ontem, na estréia do Brasileirão 2009, não foi diferente.

Logo no primeiro minuto, a Raposa foi para o ataque. Wagner roubou a bola do zagueiro flamenguista e tocou para Kleber, que tocou no canto do goleiro. O arqueiro Rubro-Negro, Bruno, fez uma defesaça.

Trinta segundos depois, após cobrança de escanteio, o Gladiador acertou uma bicicleta. A bola passou próxima a trave direita do gol carioca. Em seguida, por falhas individuais dos atletas do Cruzeiro, o Flamengo teve algumas oportunidades. Mas Fábio estava lá para garantir e fazer belíssimas defesas.

Aos 14 minutos, o Flamengo cobrou escanteio, o atacante Emerson cabeceou e a bola bateu na mão do lateral Jancarlos, que estava quase na linha do gol. Pênalti. Jancarlos ainda foi expulso. O ala Juan foi para a cobrança. Fábio, espetacularmente defendeu o pênalti e o rebote.

O goleiro celeste simplesmente salvou a invencibilidade azul. Se o Flamengo fizesse o gol, a equipe mineira teria que correr atrás do placar com um jogador a menos. Tarefa muito difícil. Para equilibrar um pouco a marcação, o volante Fabrício entrou no lugar do atacante Tiago Ribeiro.

E aos 28 minutos, Wagner partiu pra cima do zagueiro do Flamengo e se jogou na entrada da área. O juiz Paulo César de Oliveira marcou pênalti. Era tudo que o Cruzeiro queria. Kleber bateu com categoria e converteu. Um a zero para a Raposa.

Depois do gol, o Urubu foi pra cima, mas sem muita objetividade. Tanto que Fábio não fez mais nenhuma defesa importante. A pressão carioca continuou no segundo tempo, mas quem criou chances claras de gols foi o Cruzeiro.

Mesmo sem nenhum atacante – Kleber deixou o campo para a entrada de Elicarlos -, o time celeste teve boas oportunidades para ampliar. Em uma delas, Athirson, que havia entrado no lugar de Wagner, roubou a bola no ataque e chegou de frente para o goleiro Bruno. O jogador acabou chutando pra fora.

Em seguida, após belo lançamento de Athirson, Gerson Magrão apareceu livre na esquerda, entrou na área do Urubu, mas cruzou nas mãos de Bruno.

Aos 44, não teve jeito. O zagueiro Leonardo Silva acertou um belo lançamento para Ramires – havia se transfomado em atacante, após a saída de Kleber – dominou com categoria, driblou dois zagueiros e mandou para o gol. O goleiro Bruno até chegou na bola, mas não impediu o gol: dois a zero para o Cruzeiro, placar final. Com o resultado, o time estrelado já começa na liderança do Brasileirão, com três pontos e saldo de dois gols.

O próximo jogo no campeonato é no domingo, contra o Naútico, nos Aflitos. Antes, a Raposa recebe o Universidad do Chile, no Mineirão, nesta quinta-feira, pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores.

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Vai entender futebol. Quando o treinador escala o time com três zagueiros, quatro volantes e apenas dois atacantes, a equipe toma dois gols. Quando este mesmo técnico resolve mudar e apostar em três atacantes e apenas dois zagueiros, o time consegue igualar o placar.

Esse time tem nome e o treinador também. É o Atlético de Celso Roth. E o jogo foi o de estréia da equipe mineira no Brasileirão contra o Avaí, no último sábado, em Santa Catarina.

O Galo mostrou reação e conseguiu empatar em dois a dois, na partida em que chegou a estar perdendo por dois a zero. Evandro abriu o placar para a equipe catarinense, aos 24 minutos do primeiro tempo. Muriqui ampliou aos 13 da segunda etapa.

A partir daí, Celso Roth resolveu mudar. Trocou o zagueiro Werley pelo lateral-esquerdo Thiago Feltri. Junior foi deslocado para o meio. O atacante Alessandro entrou no lugar do meia Fabiano. E não é que as mudanças surtiram efeito. Aos 25 minutos, o próprio Alessandro diminuiu o marcador.

Irritado, com a falta de preparo do lateral Elder Granja, Roth promoveu a última e decisiva substituição. Tirou o lateral e colocou o volante Carlos Alberto na posição. E advinha quem marcou o gol de empate. Ele mesmo, Carlos Alberto, aos 32 minutos, dando números finais ao placar.

Placar justo, pelo bom segundo tempo do Atlético. Mas que fique de lição para o treinador Alvinegro: a melhor defesa é o ataque. A frase é um clichê, mas é uma das poucas verdades do futebol. E isso ficou claro nessa partida. O time atleticano se reapresenta na tarde de hoje na cidade do Galo. A equipe enfrenta o Grêmio, no próximo sábado, às seis e meia da tarde no Mineirão.





Postura de Libertadores

8 05 2009
Soares abriu o marcador na vitória da Raposa sobre o Universidad do Chilie por dois a um.

Soares abriu o marcador na vitória da Raposa sobre o Universidad do Chilie por dois a um.

Bruno Martins – brunomartins@radioliberdade.com.br

O Cruzeiro desembarca, hoje, no aeroporto de Confins. O time celeste traz na bagagem um ótimo resultado. A Raposa venceu o Universidad do Chile por dois a um, ontem, em Santiago pelas oitavas-de-final da Libertadores. Diferente do outros jogos, em que atuou fora de casa nesta competição, o Cruzeiro jogou ofensivamente e foi logo abrindo o placar aos dez minutos do primeiro tempo.

Pela esquerda, Ramires deu um passe na medida para Soares, que não desperdiçou: um a zero. Após o gol, o atacante ainda perdeu mais duas oportunidades claras. Na última, Soares foi atrapalhado pelo zagueiro chileno, que o derrubou na área. O árbitro Jorge Larrionda ignorou e não marcou o pênalti.

No lance, Soares acabou se contundido e saiu da partida para entrada de Tiago Ribeiro. Apesar do domínio azul, o Universidad do Chile chegou três vezes com perigo ao gol de Fábio. Mas o goleirão mostrou está em boa forma e fez defesas elásticas. Na etapa final, o Cruzeiro manteve o ritmo e foi logo marcando com Marquinhos Paraná, aos oito minutos.

Depois de um belo passe de Tiago Ribeiro, Paraná acertou um belo chute e ampliou o placar: dois a zero. Após aumentar a vantagem, os comandados de Adílson Batista começaram a administrar o jogo, trocando passes no campo ofensivo. Athirson, que entrou no lugar de Wagner, fez uma boa tabela com Kleber e por pouco não fez o terceiro gol da Raposa.

Apesar da superioridade do Cruzeiro, o Universidad do Chile chegou ao seu gol de honra. Em um lance isolado, Villalobos, sem muito ângulo, acertou um chutaço pelo lado esquerdo e diminuiu o marcador aos quarenta e um minutos. Em seguida, o zagueir Olarra deu um chute no rosto de Ramires, e foi expulso. Aí foi só esperar o final do jogo. Dois a um para o Cruzeiro.

Com o resultado, a equipe mineira jogará com a vantagem do empate e da derrota de um a zero, na partida de volta, quinta-feira que vem, no Mineirão.





Deu tudo quase certo

7 05 2009

leandro

Bruno Martins – brunomartins@radioliberdade.com.br

Tinha tudo para ser uma classificação épica. O time precisava vencer por quatro gols de diferença, o treinador estreava, o time foi mudado e a torcida não acreditava. Olha só, que novidade! O atleticano, que sempre tem muita esperança, dessa vez estava desacreditado.

Menos de 10 mil torcedores foram ao Mineirão acompanhar o Galo contra o Vitória. Desde o início, o Alvinegro pressionou. Jogou como o torcedor quer, com garra, luta e seriedade. A noite só não era de Diego Taderlli, que não dava sorte nas finalizações. Em uma delas, a bola foi na trave. No rebote, o volante Renan marcou o primeiro gol com a camisa do Atlético, aos 25 minutos do primeiro tempo.

A partir daí o torcedor começou a acreditar. Ainda mais que o Vitória foi um time covarde, jogava com apenas um atacante e não criou sequer uma chance de gol na etapa inicial. O time mineiro continuou abafando o Rubro-negro baiano. Tardelli continuava sem inspiração, Eder prendia demais a bola.

Mesmo assim, Fabiano ainda mandou uma bola na trave. Na volta para o segundo tempo, o time voltou no mesmo ritmo. Mas Eder e Tardelli pecavam nas conclusões. E quem teve a grande oportunidade foi o Vitória. Dentro da área, Rafael Miranda derrubou Adriano, que tinha entrado há pouco, no lugar de Ramon. Pênalti.

Neto baiano foi para cobrança. Se fizesse, o Galo teria que marcar mais quatro gols para se classificar. Ou seja, seria o gol da eliminação. Estava nas mãos do tão criticado Juninho. E não é que ele pegou! O goleiro atleticano defendeu a cobrança e reacendeu a esperança alvinegra. Aí a empolgação tomou conta.

Celso Roth, o estreante, resolveu modificar. Tirou Fabiano colocou Tchô. Sacou Rafael Miranda para a entrada do atacante  Alessandro. E aos 20 minutos, Welton Felipe não desperdiçou o bom cruzamento de Thiago Feltri, em cobrança de falta e aumentou a vantagem: dois a zero. O time continuou em cima dos baianos.

Elder Granja também foi a jogo.  O lateral entrou no lugar de Marcos Rocha e iniciou a jogada do terceiro gol. Depois de desarmar o zagueiro do Vitória, ele tocou para Tchô, que acertou um belo cruzamento na cabeça de Alessandro. Três a zero, aos quarenta minutos do segundo tempo. Com o resultado, a decisão estava indo para as cobranças de pênaltis. 

Mas a chance da classificação esteve nos pés do artilheiro Tardelli. No último lance do jogo, o atacante recebeu livre, era ele e o goleiro Viáfara. Mas o chute saiu fraco e a partida foi mesmo para as cobranças na marca da cal. No Rio, a imprensa diz que tem coisa que só acontece com o Botafogo.

Eu vou mais além: Tem coisa que só acontece com o Botafogo, as outras acontecem com o Galo. Depois de tudo isso, o Atlético ainda conseguiu sair da competição na disputa de pênaltis. Pior, e na última cobrança. Todo mundo tinha acertado, na quinta cobrança alvinegra, Leandro Almeida bateu e Viafará defendeu.

E o Vitória foi às quartas-de-final. É muito sofrimento para a massa atlética, a torcida não merecia isso. Mas valeu pelo brio e a garra dos atletas. O Atlético agora joga suas fichas no Brasileirão. A estreia é neste sábado, às 18h30, contra o Avaí, em Santa Catarina.