Deu tudo quase certo

7 05 2009

leandro

Bruno Martins – brunomartins@radioliberdade.com.br

Tinha tudo para ser uma classificação épica. O time precisava vencer por quatro gols de diferença, o treinador estreava, o time foi mudado e a torcida não acreditava. Olha só, que novidade! O atleticano, que sempre tem muita esperança, dessa vez estava desacreditado.

Menos de 10 mil torcedores foram ao Mineirão acompanhar o Galo contra o Vitória. Desde o início, o Alvinegro pressionou. Jogou como o torcedor quer, com garra, luta e seriedade. A noite só não era de Diego Taderlli, que não dava sorte nas finalizações. Em uma delas, a bola foi na trave. No rebote, o volante Renan marcou o primeiro gol com a camisa do Atlético, aos 25 minutos do primeiro tempo.

A partir daí o torcedor começou a acreditar. Ainda mais que o Vitória foi um time covarde, jogava com apenas um atacante e não criou sequer uma chance de gol na etapa inicial. O time mineiro continuou abafando o Rubro-negro baiano. Tardelli continuava sem inspiração, Eder prendia demais a bola.

Mesmo assim, Fabiano ainda mandou uma bola na trave. Na volta para o segundo tempo, o time voltou no mesmo ritmo. Mas Eder e Tardelli pecavam nas conclusões. E quem teve a grande oportunidade foi o Vitória. Dentro da área, Rafael Miranda derrubou Adriano, que tinha entrado há pouco, no lugar de Ramon. Pênalti.

Neto baiano foi para cobrança. Se fizesse, o Galo teria que marcar mais quatro gols para se classificar. Ou seja, seria o gol da eliminação. Estava nas mãos do tão criticado Juninho. E não é que ele pegou! O goleiro atleticano defendeu a cobrança e reacendeu a esperança alvinegra. Aí a empolgação tomou conta.

Celso Roth, o estreante, resolveu modificar. Tirou Fabiano colocou Tchô. Sacou Rafael Miranda para a entrada do atacante  Alessandro. E aos 20 minutos, Welton Felipe não desperdiçou o bom cruzamento de Thiago Feltri, em cobrança de falta e aumentou a vantagem: dois a zero. O time continuou em cima dos baianos.

Elder Granja também foi a jogo.  O lateral entrou no lugar de Marcos Rocha e iniciou a jogada do terceiro gol. Depois de desarmar o zagueiro do Vitória, ele tocou para Tchô, que acertou um belo cruzamento na cabeça de Alessandro. Três a zero, aos quarenta minutos do segundo tempo. Com o resultado, a decisão estava indo para as cobranças de pênaltis. 

Mas a chance da classificação esteve nos pés do artilheiro Tardelli. No último lance do jogo, o atacante recebeu livre, era ele e o goleiro Viáfara. Mas o chute saiu fraco e a partida foi mesmo para as cobranças na marca da cal. No Rio, a imprensa diz que tem coisa que só acontece com o Botafogo.

Eu vou mais além: Tem coisa que só acontece com o Botafogo, as outras acontecem com o Galo. Depois de tudo isso, o Atlético ainda conseguiu sair da competição na disputa de pênaltis. Pior, e na última cobrança. Todo mundo tinha acertado, na quinta cobrança alvinegra, Leandro Almeida bateu e Viafará defendeu.

E o Vitória foi às quartas-de-final. É muito sofrimento para a massa atlética, a torcida não merecia isso. Mas valeu pelo brio e a garra dos atletas. O Atlético agora joga suas fichas no Brasileirão. A estreia é neste sábado, às 18h30, contra o Avaí, em Santa Catarina. 

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