Na técnica e na Raça

11 05 2009

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Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Vinte e três jogos invicto no Mineirão. Sendo vinte vitórias e três empates. Sessenta gols a favor e apenas oito sofridos.Números surpreendes, marca do Cruzeiro. Ontem, na estréia do Brasileirão 2009, não foi diferente.

Logo no primeiro minuto, a Raposa foi para o ataque. Wagner roubou a bola do zagueiro flamenguista e tocou para Kleber, que tocou no canto do goleiro. O arqueiro Rubro-Negro, Bruno, fez uma defesaça.

Trinta segundos depois, após cobrança de escanteio, o Gladiador acertou uma bicicleta. A bola passou próxima a trave direita do gol carioca. Em seguida, por falhas individuais dos atletas do Cruzeiro, o Flamengo teve algumas oportunidades. Mas Fábio estava lá para garantir e fazer belíssimas defesas.

Aos 14 minutos, o Flamengo cobrou escanteio, o atacante Emerson cabeceou e a bola bateu na mão do lateral Jancarlos, que estava quase na linha do gol. Pênalti. Jancarlos ainda foi expulso. O ala Juan foi para a cobrança. Fábio, espetacularmente defendeu o pênalti e o rebote.

O goleiro celeste simplesmente salvou a invencibilidade azul. Se o Flamengo fizesse o gol, a equipe mineira teria que correr atrás do placar com um jogador a menos. Tarefa muito difícil. Para equilibrar um pouco a marcação, o volante Fabrício entrou no lugar do atacante Tiago Ribeiro.

E aos 28 minutos, Wagner partiu pra cima do zagueiro do Flamengo e se jogou na entrada da área. O juiz Paulo César de Oliveira marcou pênalti. Era tudo que o Cruzeiro queria. Kleber bateu com categoria e converteu. Um a zero para a Raposa.

Depois do gol, o Urubu foi pra cima, mas sem muita objetividade. Tanto que Fábio não fez mais nenhuma defesa importante. A pressão carioca continuou no segundo tempo, mas quem criou chances claras de gols foi o Cruzeiro.

Mesmo sem nenhum atacante – Kleber deixou o campo para a entrada de Elicarlos -, o time celeste teve boas oportunidades para ampliar. Em uma delas, Athirson, que havia entrado no lugar de Wagner, roubou a bola no ataque e chegou de frente para o goleiro Bruno. O jogador acabou chutando pra fora.

Em seguida, após belo lançamento de Athirson, Gerson Magrão apareceu livre na esquerda, entrou na área do Urubu, mas cruzou nas mãos de Bruno.

Aos 44, não teve jeito. O zagueiro Leonardo Silva acertou um belo lançamento para Ramires – havia se transfomado em atacante, após a saída de Kleber – dominou com categoria, driblou dois zagueiros e mandou para o gol. O goleiro Bruno até chegou na bola, mas não impediu o gol: dois a zero para o Cruzeiro, placar final. Com o resultado, o time estrelado já começa na liderança do Brasileirão, com três pontos e saldo de dois gols.

O próximo jogo no campeonato é no domingo, contra o Naútico, nos Aflitos. Antes, a Raposa recebe o Universidad do Chile, no Mineirão, nesta quinta-feira, pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores.

2

Vai entender futebol. Quando o treinador escala o time com três zagueiros, quatro volantes e apenas dois atacantes, a equipe toma dois gols. Quando este mesmo técnico resolve mudar e apostar em três atacantes e apenas dois zagueiros, o time consegue igualar o placar.

Esse time tem nome e o treinador também. É o Atlético de Celso Roth. E o jogo foi o de estréia da equipe mineira no Brasileirão contra o Avaí, no último sábado, em Santa Catarina.

O Galo mostrou reação e conseguiu empatar em dois a dois, na partida em que chegou a estar perdendo por dois a zero. Evandro abriu o placar para a equipe catarinense, aos 24 minutos do primeiro tempo. Muriqui ampliou aos 13 da segunda etapa.

A partir daí, Celso Roth resolveu mudar. Trocou o zagueiro Werley pelo lateral-esquerdo Thiago Feltri. Junior foi deslocado para o meio. O atacante Alessandro entrou no lugar do meia Fabiano. E não é que as mudanças surtiram efeito. Aos 25 minutos, o próprio Alessandro diminuiu o marcador.

Irritado, com a falta de preparo do lateral Elder Granja, Roth promoveu a última e decisiva substituição. Tirou o lateral e colocou o volante Carlos Alberto na posição. E advinha quem marcou o gol de empate. Ele mesmo, Carlos Alberto, aos 32 minutos, dando números finais ao placar.

Placar justo, pelo bom segundo tempo do Atlético. Mas que fique de lição para o treinador Alvinegro: a melhor defesa é o ataque. A frase é um clichê, mas é uma das poucas verdades do futebol. E isso ficou claro nessa partida. O time atleticano se reapresenta na tarde de hoje na cidade do Galo. A equipe enfrenta o Grêmio, no próximo sábado, às seis e meia da tarde no Mineirão.

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