O mais importante foi a vantagem da Raposa

25 06 2009
Wagner, o melhor em campo, foi o autor do segundo gol celeste. O Cruzeiro abriu uma boa vantagem e tem tudo para chegar a sua quarta final de Libertadores.

Wagner, o melhor em campo, foi o autor do segundo gol celeste. O Cruzeiro abriu uma boa vantagem e tem tudo para chegar a sua quarta final de Libertadores.

Bruno Martins – brunomartins@radioliberdade.com.br

Independente da troca de árbitro durante a partida, da lamentável atitude do argentino Maxi López, o mais importante foi a boa vitória do Cruzeiro sobre o Grêmio por 3 a 1.

Mesmo com vários desfalques – dos 25 jogadores inscritos, o técnico Adílson Batista só tinha 18 com condições de jogo -,  o time celeste mostrou sua força e larga em vantagem na semifinal da Libertadores no jogo de ida, ontem no Mineirão.

A volta é na próxima quinta-feira. Na partida de ontem, o Grêmio começou melhor, teve três grandes oportunidades, duas com Alex Mineiro e outra com Maxi Lopez e o Cruzeiro teve uma com Jonathan. Os três falharam nas conclusões.

Kléber, sempre lúcido, jogava pela esquerda, mas estava muito bem marcado por Willian Thiego. A solução foi trocar de lado. A troca foi tiro e queda. O Gladiador recebeu de Jonathan e, pela direita, fez um cruzamento perfeito para o desligado Wellington Paulista, que, dessa vez, se ligou e abriu caminho para a vitória estrelada, aos 37 do primeiro tempo.

O segundo tempo foi todo da Raposa. No primeiro minuto, Wagner que foi o melhor em campo, tabelou com Paraná, depois passou por dois marcadores e arriscou de fora da área. A bola bateu em Tcheco e matou Grohe. 2 a 0.

O Cruzeiro continuou em cima, mesmo sem lateral-esquerdo, com Leonardo Silva com dores no tornozelo e com febre de 39 graus. Diga-se, esse Leonardo joga muito, que raça, que poder de marcação, como tem noção de futebol. Ele é outro monstro dentro de campo, assim com Wagner, que quando quer, faz de tudo e bem feito. Dribla, marca, finaliza.

Mas quando se fala em perfeição, o que chega mais próximo dela é Marquinhos Paraná. Jogou de lateral-esquerdo, depois passou para volante no segundo tempo. E foi dos pés dele que o Cruzeiro chegou ao terceiro gol.

Cruzamento perfeito para Fabinho, que só precisou desviar com a cabeça. 3 a 0 aos 21 minutos do segundo tempo. O time da casa continuou em cima, poderia ter ampliado, se não fosse por problema de contusão.

Pois é, o lance mais inusitado da partida foi aos 30 da etapa final. O árbitro Enrique Osses sentiu uma fisgada na panturrilha direita e teve que ser substituído pelo quarto juiz, Jorge Osório, que deu uma forcinha ao Grêmio. Ele viu uma mão de Kléber na entrada da área do Cruzeiro e marcou falta.

Souza cobrou e marcou o gol de honra do tricolor gaúcho. 3 a 1, placar final e ótima vantagem da Raposa. A final da Libertadores está muito próxima de Minas Gerais. Com Ramires no jogo de volta, o time fica ainda mais forte. Gérson Magrão e Fortunato continuam de fora. Fabrício e Athirson podem voltar.

Caso de Polícia A minha opinião é a seguinte: Maxi López não deve ser preso. Como a ofensa foi dentro de campo, ele deveria ser banido do futebol. É um absurdo que ainda há casos de racismo no mundo e no futebol. Isso não existe, o ser humano é um só. Esse mesmo Maxi López era reserva de um negro no Barcelona. Eto’o jogava e joga mais bola que ele. Assim como Kaká é melhor que Eto’o. E Pelé foi o melhor do mundo. São humanos disputando com humanos. Esse tipo de ofensa é de gente pequena, desprovida de inteligência e que não chegou e não vai chegar a lugar nenhum.  

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Quem vence o primeiro duelo?

23 06 2009

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Início promissor

22 06 2009

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Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Dezessete pontos em sete jogos, sendo cinco vitórias e apenas dois empate. Único invicto neste Brasileirão,  melhor ataque com 17 gols e segunda melhor defesa, com apenas sete gols sofridos. Este é o Galo, o líder do Brasileirão.

Um time que poucos esperavam um bom desempenho nesta edições. O Atlético que já vinha fazendo uma boa temporada – só havia perdido para Cruzeiro e Vitória – ficou ainda mais forte sob o comando do exigente Celso Roth.

O time ganhou entrosamento, está com um melhor condicionamento físico e os jogadores se encaixam em suas posições. Aranha entrou no gol e deu segurança, o volante Carlos Alberto se transformou em um ótimo lateral-direito.

Na zaga, os jovens Welton Felipe e Werley estão mais maduros. Tiago Feltri é o melhor lateral-esquerdo em atividade no país. Márcio Araújo evoluiu com a cobertura de Jonilson e Junior se deu bem na armação.

No ataque, Tardelli voltou a marcar e Eder Luís está mais objetivo. Fora que o meia Evandro tem entrado e dando conta do recado. Alessandro é uma ótima opção para o ataque e Tchô tem a confiança do treinador. Ontem, o time foi, mais uma vez,  eficiente.

Venceu a terceira partida fora de casa neste brasileiro em quatro jogos. Poucos times vão vencer o Santos na Vila Belmiro. Poucos vão arrancar pontos do Atlético Paranaense na Arena e do Sport na Ilha do Retiro.

O Galo conseguiu e isso será muito importante para o título ou, mesmo, uma vaga para a Copa Libertadores do ano que vem. Lembrando que o Atlético não é nenhuma oitava maravilhava, mas é uma equipe organizada, entrosada e que não deve nada a Corinthians, Inter, Cruzeiro, Grêmio e cia limitada.





Atitude. Era o que faltava, Adílson!

19 06 2009

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Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

O que vinha faltando ao Cruzeiro nos últimos jogos fora de casa, não faltou no jogo de ontem: atitude. Mesmo sendo o tricampeão brasileiro e carrasco da Raposa nos últimos tempos, o Cruzeiro não temeu o São Paulo. A equipe celeste teve brio, vontade de ganhar.

 E ganhou, na raça, na técnica, na inteligência. Não deixou o tricolor respirar em campo. Henrique, Paraná e Elicarlos foram verdadeiros guerreiros, não deixavam os meias são-paulinos jogarem.

O que dizer então de Leonardo Silva e Léo Fortunato. Que partidaça da dupla de zaga. Fábio fez apenas uma interceptação difícil no jogo inteiro. E olha que foi em um cruzamento, nem chute foi.

Wagner também mostrou raça e, até que enfim, apareceu em um jogo decisivo. Cadenciou a partida e lutou demais. Jonathan cavou, com inteligência, uma expulsão e Gerson Magrão foi importante na marcação de Zé Luiz.

Kléber é o gladiador de sempre: correu, bateu, apanhou e fez o seu gol, o segundo da Raposa. Gol de pênalti. Henrique fez o primeiro, que golaço, que curva que a bola fez! Parabéns, Cruzeiro. Mas não tem nada ganho. Agora é o Grêmio. Mais um duelo brasileiro, agora pela semifinal da Libertadores. O jogo de ida é na próxima quarta, no Gigante da Pampulha.