Libertadores é assim!

28 04 2011

Bruno Martins – www.twitter.com/brunohmartins

Não sou entusiasta do futebol europeu, ao contrário de muitos comentaristas que adoram valorizar o que é de fora. Entre Real Madri e Barcelona e Once Caldas e Cruzeiro, eu fico com o último jogo. 

A vitória de dois a um da Raposa, em Manizales, pelas oitavas-de-final da Libertadores, não foi tão empolgante, mas bem mais movimentada que a semifinal da Liga do Campeões da Europa. O Cruzeiro levou sufoco. Bola na trave. Fábio foi o melhor em campo com três defesas espetaculares.

O time estrelado estava perdido em campo no primeiro tempo. Montillo não acertava um passe. Roger, como em todos os jogos longe da Arena do Jacaré, some. Gilberto só apareceu na escalação. Assim, a bola pouco chegou ao estreante Brandão.

Mesmo assim, o novo atacante foi bem, ainda que a estreia foi em uma cidade de grande altitude, que, diga-se de passagem, complicou o toque de bola celeste. Por pouco, Brandão não abriu o marcador no início do jogo.

Já Wallyson não conseguiu repetir as boas jogadas pela ponta direita. Thiago Ribeiro fez muita falta, assim como Pablo, o “motorzinho”. Com a equipe mal, Cuca teria que entrar em ação.

O treinador deve ter dado o maior esporro no intervalo e ainda tirou Roger para colocar o sempre ligado Everton. 

Os jogadores voltaram com outra postura para a etapa final. Com mais gana, como bem disse o técnico após o jogo. O primeiro gol saiu aos 20 minutos, logo depois da entrada de Ortigoza.

O paraguaio cruzou, na medida, para o Wallyson, que não teve dificuldade para marcar de cabeça. Aos 40, o Cruzeiro fez o segundo. Depois de belo passe de Montillo, Ortigoza deu um toque de classe e mandou para as redes. 

Após ampliar a vantagem, a Raposa recuou, relembrando os tempos de Adílson Batista. E não deu outra: tomou gol aos 44 minutos, marcado por Nuñez.

Gol que, sinceramente, não faz diferença. Mas que sirva de lição para a seqüência da Libertadores.

O Cruzeiro, que vai garantir a classificação, semana que vem, em Sete Lagoas, terá pela frente Santos ou América do México nas quartas-de-final.

O primeiro tem jogadores talentosos, que podem decidir. O segundo adversário vem com o pacote “viagem longa e altitude”. O time mexicano, que sempre prioriza o campeonato nacional, tem bom histórico contra  brasileiros na Libertadores.

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