Time “sem vergonha”

14 04 2011

Bruno Martins – www.twitter.com/brunohmartins

“Marca como time pequeno, ataca como grande”. A frase foi do atacante Wallyson após a ótima vitória sobre o Estudiantes em La Plata. Triunfo que garantiu ao Cruzeiro o primeiro lugar geral da fase de grupos Copa Libertadores.

A partir das oitavas-de-final, a Raposa vai sempre decidir em casa. Wallyson disse tudo. O Cruzeiro 2011 não tem vergonha de marcar. Não se envergonha em dar chutões.

Tem Pablo, um jogador com deficiências técnicas, mas que não perde uma dividida. Tem Paraná, taticamente perfeito, até quando comete faltas. Ontem, sem Montillo, que ficou em BH para a cirurgia do filho, teve Leandro Guerreiro em noite inspirada.

Foi um terceiro zagueiro na marcação e saia como um terceiro homem do meio-campo, com muita técnica, diga-se de passagem. A grosso modo, Guerreiro foi o resumo desta equipe. Marca firme e avança com classe E agora sem um cabeça-de-bagre, como Wellington Paulista, fica fácil decidir.

Depois de duas grandes defesas de Fábio, em sequência, o Cruzeiro, no primeiro ataque, abriu o marcador aos 10 minutos. Pablo saiu rápido pela direita, lançou Henrique. O volante achou Wallyson, que cruzou forte, para Thiago Ribeiro mandar para as redes.

Com Wallyson não tem boa perdida. E foi assim que saiu o segundo gol aos 46 do primeiro tempo. Na etapa final, o Cruzeiro admistrou, muito bem o resultado. Cuca foi bastante feliz nas modificações.

Entrou com Everton no lugar de Roger e deslocou Gilberto para o meio-campo. Resultado: terceiro gol. Com belo lançamento de Everton, Gilberto, teve calma, driblou o zagueiro, tirou o goleiro e mandou para as redes aos 41 da etapa final.

Três a zero para a Raposa que derrotou o Estudiantes em La Plata depois de mais de 26 anos ou 24 jogos. Foi só a terceira derrota da equipe argentina na Libertadores como mandante.

O Cruzeiro chega às oitavas-de-final como favorito. Foram cinco vitórias e apenas um empate na primeira fase. Com 20 gols marcados e apenas um sofrido. O time é cascudo, técnico e inteligente. Mas isso não quer dizer nada.

Um tropeço, elimina a Raposa. É bom respeitar, concentrar. Grêmio e Inter seguem na competição. O Estudiantes levou oito a zero no geral, mas ainda pode surpreender. Ainda tem a LDU, veneno provado por Cuca na Sul-Americana 2009. 

O treinador celeste terá um grupo ainda mais forte para a fase de mata-mata. Fabrício retorna de cirurgia. Brandão e Vitor são reforços importantes.  





Um ridículo que se foi

12 04 2011

Bruno Martins – www.twitter.com/brunohmartins

Quando o jogador é ruim, precisa fazer média com a torcida. Vestir camisa da organizada, ir para a arquibancada e dar declarações de amor pelo clube. Wellington Paulista fez isso no Cruzeiro e agora faz no Palmeiras. 

Mal chegou no Verdão e esqueceu que recusou várias propostas para ficar no Cruzeiro. Disse que sempre quis vir para o Palmeiras, mas a diretoria celeste não o deixava. Para com isso Paulista! Você, nos últimos dois anos, esteve sempre na liderança das listas de negociáveis do Cruzeiro.

Primeiro foi a tal troca com Zé Roberto do Flamengo, depois foi com o futebol do Qatar, que você recusou no início do ano passado e, este ano, não foi por problemas na legislação deste país. O Palmeiras já tinha demonstrado interesse, você é quem dificultava.

Agora vem dizer que o CT do Palmeiras é melhor que a Toca e o que o Montillo atrapalhava seu futebol.   

Wellington Paulista foi um dos piores jogadores da história do Cruzeiro. Qualquer cabeça-de-bagre seria artilheiro de uma equipe com Montillo e Roger na armação. Fora Paraná, Henrique e Fabrício, além de Jonathan, que já saiu.

Wellington perde gols incríveis. É displicente. Finaliza mal. Cabeceia de olho fechado, isso quando não vira de costas. O Cruzeiro demorou pra se livrar dele. Insistiu demais com um jogador que nunca trouxe retorno ao clube.

Ou vocês vão dizer que ele decidiu aquela semifinal contra o Grêmio? Só faltava ele perder aqueles dois gols. Inclusive, o segundo teria que ser feito com o pé e não de cabeça!





Criciúma, Brasiliense, Santo André, Prudente…

7 04 2011

Superesportes

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Reclamar de uma final de Brasileirão contra o Corinthians ou mesmo uma eliminação da Libertadores, como foi em 99 e 2000, tudo bem. Mas ir pra cima do banderinha porque anulou o gol que poderia, isso mesmo, poderia, classificar a equipe para as OITAVAS-DE-FINAL da Copa do Brasil é o fim.

E, olha, que o adversário é o Grêmio Prudente, time ridículo, lanterna do Campeonato Paulista. Mais uma vez, o sr. Alexandre Kalil exagerou. Ele deveria, sim, ir aos microfones e dizer que vai mudar tudo. Que contratou mal, que o elenco é horroroso. Mas não, Kalil sempre muda o foco e a torcida engole. 

Também não serei hipócrita em dizer que o banderinha carioca errou. É lógico que tem coisa aí. O Atlético bateu de frente com CBF e Rede Globo. De todo jeito, um time, de regular pra ruim, golearia o Prudente em seus domínios. A equipe do Galo é péssima. Renan Ribeiro falhou no jogo de ida. 

As “Torres Gêmeas” parecem mais dois postes. É fácil demais driblar o capitão Réver, que, nem de longe, lembra aquele do Grêmio, que chegou à seleção. Patric, Rafael Cruz, Guilherme. Três laterais que estiveram em campo ontem. Qual é pior? Difícil!

O meio-campo, então, nem se fala. Serginho, que já era afobado, piorou e foi até expulso. Marca apenas com falta e não acerta um passe. Renan Oliveira é o de sempre. Displicente e sonolento. Ele é tão fraquinho, que ano passado, quando defendeu o Vitória, nem relacionado era.

Jackson é o mesmo “Zé Maria” citado em uma das entrevistas de Kalil. É um desconhecido que caiu de paraquedas na equipe. Não faz absolutamente nada. O mesmo se aplica ao ídolo de Dorival, Ricardo Bueno. Tenebroso!

Já Magno Alves não é dos piores, mas, no máximo, seria uma boa opção de banco. Com este elenco, mesmo se chegar mais quatro reforços, o Atlético vai, novamente, lutar contra o rebaixado no Brasileirão. Tem que mudar tudo! Do goleiro ao centroavante.

Guilherme NÃO é solução. Muito mesmo Richarlyson, que ontem não jogou porque está lesionado. Daniel Carvalho nunca vai entrar em forma, isto é fato. Mancini é ex-jogador em atividade.

Kalil tem que parar de iludir a torcida e trabalhar melhor. Contratar sem fazer festa. Esquecer os atletas que defederam o rival e montar uma equipe de primeira divisão. A atual, sendo bonzinho, disputaria uma vaga entre os quatro na série C.





Mais torcedor que dirigente

6 04 2011

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Não há dúvida de que o presidente Alexandre Kalil quer o melhor para o Atlético. Mas, para ser dirigente, tem que saber separar o lado torcedor. Tem que vender quando o jogador está no auge, buscar sempre o melhor negócio e evitar fazer média com a torcida. Kalil faz tudo ao contrário.

Deixou de vender Tardelli por nove milhões de euros. Quando vendeu, foi por cinco milhões. Comprou o sonolento Guilherme por seis (metade foi com ajuda de parceiros). Será que vale o investimento? Não seria melhor trazer o Danilinho e o Marcinho?

Acho que este valor tiraria o primeiro do futebol mexicano e o segundo do mundo árabe. Keirrison não vive uma boa fase, mas a melhor dele foi com Dorival Junior. Por que não apostar neste jogador? Ele foi oferecido, o Atlético recusou.

Kalil também tem parar com essas entrevistas, que mais parecem com “stand up comedy”. Os mineiros acham legal, mas vai perguntar pra alguém de fora… Parece papo de roceiro! Será que Ricardinho e Zé Luis eram mesmo lanrajas podres do elenco? 

Ricardinho não era o melhor do time até então? Ele virou tão titular, que o Atlético não pensou duas vezes em liberar a “supercontratção” Diego Souza. Ano passado, o ex-camisa 10 era um “cara de grupo”. Estava com o time até quando não tinha condição de jogo. 

Será que o Luxemburgo pediu mesmo a saída de Zé e Ricardinho? E o Roth ? Se os dois questionaram a comissão técnica, é porque querem o melhor para o Atlético. Não acredito em complô pra derrubar técnico. Existir, existe, mas neste caso, NÃO.  





Segundo tempo!

16 08 2010

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Com atuações pífias no primeiro tempo, Atlético e Cruzeiro reagem e mostram bom futebol na etapa final. O Galo venceu o Guarani por três a um, sábado no Ipatingão e agora é o décimo oitavo com 13 pontos, apenas dois de diferença para o primeiro fora da zona de rebaixamento, o Grêmio Prudente.

Todos os gols saíram no segundo tempo. Tardelli, duas vezes, e Obina marcaram para o Atlético. Mazola descontou para a equipe campineira. Destaque para a boa atuação do lateral-direito estreante Rafael Cruz.

Com Leandro e Fernandinho lesionados, Ricardinho jogou como ala esquerdo. O zagueiro Lima foi o melhor em campo. Ontem, o Cruzeiro deixou escapar a vitória nos acréscimos do segundo tempo.

Depois de sair para o intervalo perdendo de um a zero para o São Paulo no Morumbi, a Raposa voltou ligada para a etapa final e conseguiu virar o duelo com Wellington Paulista e Thiago Ribeiro.

O estreante Montillo foi bem participativo e ainda deu o passe para o segundo gol. Roger, que entrou no começou do segundo tempo, foi outro que demonstrou muita vontade.

E, em mais um cochilo da defesa, Ricardo Oliveira empatou para o São Paulo aos 46 da segunda etapa. Dois a dois, placar final. O Cruzeiro segue em quinto lugar com 21 pontos, mesma pontuação do Botafogo que é o quarto por causa do critério de gols marcados.





Filme repetido

2 08 2010

Em mais uma noite de Fábio, Cruzeiro derrota rival em Sete Lagoas

 Bruno Martins – www.twitter.com/brunohmartins

Como vem ocorrendo nos últimos anos, o Cruzeiro levou a melhor em mais um clássico contra o Atlético. Ontem, a Raposa derrotou o rival por um a zero na Arena do Jacaré em Sete Lagoas e ficou a um ponto do G4. 

Com apenas torcedores atleticanos nas arquibancadas, por questão de segurança, o atacante Wellington Paulista não se intimidou e deu a vitória ao Cruzeiro com um golaço aos 32 minutos do primeiro tempo.

O zagueiro estreante Edcarlos lançou Fabrício, que tocou para Wellington Paulista que, de fora da área, acertou um chutaço. A bola bateu no travessão antes de entrar.

O Atlético ainda teve algumas oportunidades no primeiro tempo, mas o goleiro Fábio, como sempre, fez boas defesas. Na etapa final, o Cruzeiro poderia ter ampliado.

O lateral Diego Renan teve duas chances de frente para o goleiro Fábio Costa, que fez ótima defesa em uma delas. Aos 38, o atacante Diego Tardelli cometeu falta em Jonathan. O juiz não marcou e, em seguida, Tardelli pisou no lateral celeste.

Na seqüência do lance, o zagueiro Gil tentou acertar uma cotovelada no jogador atleticano e foi expulso. Com um a mais, o Galo foi pra cima e, por pouco, não empatou com Fernandinho e Diego Souza, que perderam dois gols incríveis.

Mas ficou assim: Cruzeiro um, Atlético zero.  O fato negativo ficou por conta de discussões nas arquibancadas, com a participação de dois filhos do presidente Alexandre Kalil, e no campo, após o jogo, entre Obina e Gil.

O Cruzeiro é o sexto colocado do Brasileirão com 19 pontos, um a menos que o Ceará, quarto colocado. O Atlético segue na vice-lanterna com apenas 10 pontos. A Raposa tem mais conjunto, montado por Adílson Batista e bem administrado por Cuca.

Já o Atlético tem boas peças, mas o técnico Vanderlei Luxemburgo ainda não soube encaixá-las. O treinador está cada dias mais confuso. A cada rodada é um time diferente. O esquema é mudado durante todos os jogos.

Assim será difícil engrenar no Brasileirão ou conquistar a Copa Sul-Americana. O Prudente é o próximo adversário dos rivais mineiros. O Galo joga na quarta-feira pela Sul-Americana, no interior de São Paulo, e o Cruzeiro, domingo, em Ipatinga, pela rodada 13 do Brasileirão.





Apesar dos resultados, acredito nos mineiros

23 07 2010

Bruno Martins – www.twitter.com/brunohmartins

Em termos de resultados, a décima rodada do Brasileirão foi péssima para os clubes mineiros. O Cruzeiro perdeu ontem por um a zero para o, agora líder, Fluminense no Maracanã.

Já o Galo perdeu para o Inter de dois a um, em Sete Lagoas, na quarta-feira. Mesmo assim, as duas equipes mostraram forças. De maneiras diferentes. O Cruzeiro foi superior ao Fluminense durante todo o jogo. Foi o melhor jogo sob o comando do técnico Cuca.

A equipe só pecou nas conclusões. Oportunidades não faltaram. Wellington Paulista não pode perder os gols que perdeu. Thiago Ribeiro também. Marquinhos Paraná foi outro que desperdiçou uma oportunidade clara de gol.

As chances mostram o tanto que o time criou. Portanto, destaque para armadores. Gilberto teve uma atuação de gala nos 36 minutos que jogou – saiu com dores no tendão de aquiles.

Everton, que estreava como titular contra o ex-time, mostrou muita habilidade e será uma importante arma de Cuca. Já o lateral-direito Rômulo manteve o bom desempenho da época de Santo André.

Ataca muito, tem bom passe e ótimo desarme. Jonathan que se cuide. Apesar do gol de escanteio, a dupla de zaga Gil-Caçapa vem demonstrando segurança. Caçapa ainda tem uma boa saída.

Resumindo, o Cruzeiro, que começa a ter a cara de Cuca, tem mais toque de bola e equilíbrio entre defesa e ataque. Na época de Adílson, a Raposa tinha um grande poder ofensivo, mas sofria muita pressão do adversário, principalmente, fora de casa.

O Atlético jogou muito mal. Não criou quase nada contra o Inter, mesmo assim, estou otimista quanto a evolução do time de Vanderlei Luxemburgo. Apesar da falha, Fábio Costa é um goleiro decisivo. Cáceres mostrou que é titular, é o melhor zagueiro do elenco.

Deve formar a dupla de defesa com o recém-contratado Rever, outro grande zagueiro. O lateral-direito Diego Macedo tem evoluído. Foi um dos melhores neste jogo. Zé Luis é o mais regular.

É um verdadeiro cão-de-guarda, mas tem bom passe. Serginho jogou mal, mas todo mundo sabe do seu potencial. É bom ver Diego Souza. No geral, a atuação foi abaixo do esperado, mas foi dele o gol atleticano.

O jovem atacante Neto Berola mostra habilidade. Bem treinado, poderá ser titular. Esta posição do Galo – vice-lanterna – é enganosa. A equipe vai subir e brigará por Libertadores e, se bobear, até por título.

O Cruzeiro também está na luta pelo troféu e, se manter o futebol de ontem, é um dos favoritos.