Uma tarde de belas jogadas

28 02 2009
Na goleada de belos gols, Tardelli conclui na jogada mais bonita do campeonato.

Na goleada de belos gols, Tardelli conclui na jogada mais bonita do campeonato.

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Os torcedores atleticanos, que foram ao Mineirão na tarde deste sábado, devem ter saído bastantes satisfeitos com o que viram. Os jogadores alvinegros protagonizaram belíssimas jogadas na goleada, por 4 a 0, em cima do Uberlândia. Em menos de dez minutos, o Galo já havia feito dois golaços.

No primeiro, Márcio Araújo entrou pelo lado esquerdo da área e arriscou um chute, que desviou na zaga do Uberlândia e foi parar no ângulo do goleiro Paulo César. Pouco depois, o estreante Kléber driblou dois jogadores no meio, rolou para Junior na esquerda. O lateral lançou Éder Luís na área, que tocou de primeira para Diego Tardelli. Também de primeira, Tardelli acertou, da entrada da área, o gol do time do triângulo. Sem dúvida, o gol mais bonito – até agora – do campeonato. 

Depois dos gols, o Atlético continuou pressionado e com boas jogadas criadas, principalmente, pelos volantes Carlos Alberto e Márcio Araújo. Com tanta pressão, aos 20 minutos, o técnico do Uberlândia, Wellington Farjado, promoveu duas substituições: Mateus entrou na vaga de Pepo e Caio no lugar de Wanderson. A partir daí, o jogo se equilibriu. O atacante da equipe do interior, Renna, foi derrubado na área por Welton Felipe. Pênalti, que passou despercebido pelo árbitro Luiz Carlos Silva.

Em seguida, Juninho foi obrigado a fazer uma grande defesa, depois de um lance de escanteio. Mais foi só, o repertório uberlandense parou por aí. Depois o Atlético voltou à pressionar e quase ampliou com Junior, que por pouco não encobriu o goleiro adversário.

No segundo tempo, o time alvinegro manteve o ritmo e ampliou o marcador aos três minutos. Na velocidade, Éder Luís recebeu de Marcos Rocha e mandou no ângulo de Paulo César. Outro bonito gol. Após o terceiro gol, o Galo optou em tocar mais a bola e administrar a partida. O lance de maior perigo foi criado por Kléber, que teve a chance de marcar o seu primeiro gol como profissional, mas Paulo César fez boa defesa. 

Aos 39, Junior entortou o zagueiro, cruzou e Éder finalizou de cabeça. 4 a 0, placar final. Poderia ter sido mais, Yuri ainda desperdiçou uma jogada. Preferiu finalizar ao invés de cruzar, depois de tabelar com Tardelli. Se voltasse a bola para o artilheiro atleticano, o Galo sairia de mão cheia.

Ótima vitória em uma excelente partida do Atlético, que a cada dia parece mais entrosado e pronto para encarar, com igualdade de condições, o Cruzeiro, no Mineiro e os grandes clubes, na Copa do Brasil. Mas é bom corrigir alguns erros corriqueiros do time. Apesar da boa partida de ambos, Márcio Araújo e Éder Luís excedem nos dribles e nos erros de passes. Em um jogo mais difícil, tais lances podem decidir o resultado.     

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“Parece um time juvenil.” Jonathan, lateral-direito do Cruzeiro

26 02 2009
Ramires marcou de novo. Mas só ele não dá! Já passou da hora dos ataques assumirem essa função.

Ramires marcou de novo. Mas só ele não dá! Já passou da hora dos atacantes assumirem essa função.

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

A frase de Jonathan resumiu bem o que foi o jogo de ontem. A equipe cruzeirense parecia que disputava pela primeira vez um jogo internacional. Os jogadores estavam desesperados, afobados. A bola parecia que queimava no pé. E o pior, caíram na catimba equatoriana.

O Deportivo Quito é um time totalmente desequilibrado, sem esquema, sem ritmo, quase não treinaram. A única alternativa era bater. O que os cruzeirenses apanharam não estava no script: Era cotovelada, “carrinho assassino”, pé alto, pisão no tornozelo e tudo mais. Mas o juizão era fraquíssimo. O árbitro Georges Buckley só advertia os equatorianos depois que amarelasse um cruzeirense.

Com muita falta de critério, acabou expulsando o inexperiente W. Paulista, que toda hora arrumava uma confusão. Simulava falta e contusão, discutia com o zagueiro adversário e fez três faltas. Parecia o Kléber. Mesmo assim, dois jogadores do Deportivo já deveriam ter ido para  chuveiro mais cedo. Daniel Mina deu uma tesoura em Fabrício e Corozo acertou o cotovelo em Fernandinho. Mas isso é Libertadores. Parece que o Wellington Paulista ainda está se ambientando à nova competição. Só pode.  

Pouco antes da expulsão, o Cruzeiro havia aberto o marcador. Wagner bateu a falta (pela primeira vez acertou um cruzamento) na cabeça do artilheiro Ramires, aos 38 minutos do primeiro. Sempre ele. Aliás, só ele. O resto do ataque é fraco. Se dependesse de W. Paulista, T. Ribeiro e Wagner, o Cruzeiro nem o Mineiro ganhava. E como já falei, logo depois, a Raposa ficou com um homem a menos. A partir daí foi só pressão. Quando os celestes pegavam na bola, era só chutões. Que desespero!

Segundo tempo. O time azul continuava sofrendo pressão, mas o time de Quito era pouco objetivo. Finalizava muito mal e quem teve a melhor chance foi a Raposa: Jonathan só precisava rolar para Ramires, que estava livre na área. O lateral tentou cruzar pelo alto e mandou para a linha de fundo. Lance capital.

Em seguida, aos sete minutos, Luis Checa deu um pontapé em Tiago Ribeiro e foi expulso. Agora eram 10 contra 10. Ótimo para o Cruzeiro. Agora era administrar, tocar a bola, que mais cedo ou mais tarde, faria o gol da vitória. Aos 20, Adílson chamou Magrão, que entraria na vaga de Wagner. Entraria! Aos 21, Fabrício – que havia levado um amarelo no primeiro tempo- recebeu o segundo cartão, após cometer uma  falta desnecesária próximo à linha lateral, e foi expulso. Que inocência!

Depois disso, só deu Desportivo. Mas, como sempre, os chutes dos equatorianos acertavam mais a banderinha do escanteio do que o gol celeste. O Cruzeiro se desperou mais ainda, Fernandinho ficou por conta de armar os contra-ataques (Henrique e Elicarlos entraram nos lugares de Wagner e T. Ribeiro), mas errava todos os passes. Optou pelos chutões. Em um outro lance, era ele e Ramires contra dois marcadores. Bastava acertar o passe para o camisa 8. Precipitou e, mais um vez, errou.  Outro lance capital. Se o Sorín não voltar…

De tanto errar, o Deportivo Quito acertou. Aos 46 minutos do segundo tempo, Donoso chamou Elicarlos para bailar, cruzou e Caicedo marcou de cabeça. 1 a 1. Placar final.

Filme repetido, o Cruzeiro demonstrou que não sabe jogar fora de casa. Parece um time juvenil, como bem falou Jonathan ao repórter da Globo Minas. O time se afoba, não aguenta a pressão. Alguns jogadores perdem a cabeça e vão expulsos. Outros erram passes de meio metro. Alguns se camuflam, como o Wagner. O treinador faz substituições e vai para um esquema com quatro volantes. Os laterais acham que são craques, só porque marcaram alguns gols nesta temporada. E por aí vai. E depois falam que o time melhorou, aprendeu com os erros do passado.





Os 14 minutos que valeram o ingresso

20 02 2009
Em 14 minutos, Kléber estreia, marca dois gols e, ainda, é advertido com dois amarelos.

Em 14 minutos, Kléber estreia, marca dois gols e, ainda, é advertido com dois amarelos.

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Sem Ramires e com Tiago Ribeiro no ataque, foi assim a estreia do Cruzeiro na Copa Libertadores 2009. O jogo foi contra um adversário argentino, de tradição na Libertadores: o Estudiantes, que soma três títulos nesta competição. A equipe argentina ainda conta com Véron, um dos melhores jogadores da Argentina, pós-Maradona.

 Apesar de estar fora forma – volta de contusão-, o experiente e catimbado jogador mostrou que tem talento de sobra, e comandou o meio-de-campo durante boa parte da partida. Foi o principal nome do primeiro tempo, lançou, finalizou, mostrou, acima de tudo, inteligência, exatamente o que faltou ao Cruzeiro.

Wagner, mais vez, esteve apagado; Tiago Ribeiro corre, corre e corre…Depois abaixa a cabeça e vai para lateral. No máximo, consegue um escateio, mais nada. Finaliza mal, cruza pior ainda. É um atleta pouco objetivo, improdutivo. Sinceramente, não entendo por que ainda é titular e tem moral com o torcedor.

Sem o principal nome do time, Ramires, Adílson Batista optou em escalar três volantes lentos: Fabrício, Henrique e Paraná. Assim, a ligação defesa-ataque não funcionava. O Estudiantes tinha tempo para se armar defensivamente. Resultado: a Raposa não criou nenhuma chance de clara de gol na etapa inicial, diferetemente dos jogos anteriores.

A partir daí, a  partida começou a ficar tensa, e os visitantes é quem criavam as melhores jogadas. Tanto, que os defensores celestes só conseguiam parar o ímpeto argentino na falta: Leonardo Silva, Henrique, Thiago Heleno e Wagner tomaram cartões amarelos nos primeiros 15 minutos. A equipe celeste ainda pecava nos passes, principalmente Jonathan, Paraná, Henrique e Fabrício, que não acertavam passes de meio metro. Fernandinho exagerava nos lançamentos, errava todos. W. Paulista lutava muito, marcava, aparecia constantemente, mas estava muito bem marcado.

Com todos esses problemas, a esperança era o segundo tempo e as substituições. Na volta do intervalo, nada de novo. Mesmo assim, o time deu uma melhorada e criou os primeiros lances de perigo. Jonathan recebeu livre na área, tentou cruzar e ganhou um escanteio. Poderia ter finalizado. O mesmo aconteceu com Tiago Ribeiro. O atacante recebeu livre no lado esquerdo da área e resolveu tocar pra trás, pior, para o zagueiro adversário. Nesse lance, acredito eu, Adílson perdeu a paiência com o ex-são-paulino. Chamou Kléber, que faria sua estreia.

O ex-atacante do Palmeiras entrou aos 14 minutos e botou fogo na partida. Menos de dois minutos em campo, já tinha tocado cinco vezes na bola e mudado a movimentação ofensiva, deixando a zaga argentina em polvorosa. Tanto, que esqueceram de marcar Welligton Paulista, que recebeu um belo passe de Fernandinho, chegou de frente para o goleiro Andújar. Desábato foi obrigado a cometer pênalti. A torcida pediu para Kléber cobrar. W. Paulista colocou a bola debaixo dos braços, mas Adílson ordenou: “quem bate é o Fernandinho”. O lateral-esquerdo cobrou com força no canto direito do goleiro do Estudiantes e abriu o placar aos17.

Depois do gol, o Estudiantes foi pra cima da Raposa. Fábio saiu em falso e quase o atacante Salgueiro empatou. Fabrício salvou. Aos 24, Kléber tabelou bonito com W.Paulista e marcou um golaço. Sem ângulo, ele mandou a bola no contra-pé do goleiro argentino. Aos 27, Paraná roubou uma bola no meio-de-campo, tabelou com W. Paulista. Depois, Paraná tocou para Kléber, que estava livre no meio. O atacante não titubeou e mandou no canto do goleiro. 3 a 0, placar final.

Na comemoração, Kléber levou um cartão amarelo, por levantar a camisa. Em seguida, ele deu um ponta-pé em Verón e levou o segundo amarelo e, automaticamente, o vermelho. Expulso. Um final não muito feliz para ele. Mas, os 14 minutos, em que esteve em campo, foi o suficiente para o Cruzeiro estrear bem na competição, manter os 100% de aproveitamento na temporada e empolgar o torcedor. Valeu, Kléber! 

É bom dizer, também, sobre como é absurda essa lei da Fifa de coibir o jogador que comemora. É difícil de compreender o porquê dessa advertência. O zagueiro Desábato, do Estudiantes, deu um carrinho na área no lance do pênalti, impediu uma chance nítida de gol, e nem amarelo levou. Coisas do futebol que merececiam ser discutidas…Apesar de todo o histórico do jogador, Kléber, dessa vez, foi injutiçado. 

Mas voltando à Libertadores, com a volta de Ramires e a efetivação de Kléber no ataque titular, o Cruzeiro tem tudo para erguer, pela terceira vez, a taça mais cobiçada das Américas. Em relação ao time do ano passado, a zaga melhorou com a entrada do Leonardo Silva, que é muito alto; Jonathan cresceu de produção; Fabrício, que é um líder dentro de campo, deve ter um sequência maior de jogos e W.Paulista é menos sonolento que Guilherme. Falando nisso, é hora de Wagner acordar, ao contrário, Bernardo roubará a sua posição. Avante, Raposa!   





Galo despacha os “ceboleiros”

19 02 2009
O experiente Junior abriu o marcador na boa estreia do Galo na Copa do Brasil

O experiente Junior abriu o marcador na boa estreia do Galo na Copa do Brasil

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Na terra dos ceboleiros, como são conhecidos os itabaianenses, o Galo goleou a equipe da  casa, o Itabaiana de Sergipe, por 5 a 0 e eliminou o jogo de volta na primeira fase da Copa do Brasil. O Atlético se impôs desde o início do jogo e de cara, abriu dois gols de vantagens com Junior, aos 11, e Diego Tardelli (que fase, 11 gols em 8 jogos), aos 14 minutos do primeiro tempo. Dois golaços.

Depois foi só administrar. Na etapa final, Marcos Rocha fez um outro belo gol, aos 14. O jovem atacante Carlos Junior, que fazia sua estreia – entrou no lugar de Yuri -, foi logo marcando dois gols: o primeiro aos 30 e o segundo aos 31. 5 a 0, placar final.

O mais importante é que o Galo que não teve nenhuma dificuldade, não tomou gol e ainda evitou uma segunda partida. Equipes como o Inter, Fluminense e Santos, por exemplo, terão que receber seus adverários em um jogo de volta. Ótimo começo para quem vislumbra o título inédito e, automaticamente, a vaga para a Copa Libertadores de 2010.  





Vale a visita

18 02 2009

O blog “Quem matou a tangerina” do Blogueiro Fred Fagundes, é sem duvida um dos melhores do Brasil, e já foi indicado aqui em outra ocasião. Desta vez a sugestão é um post muito interessante sobre comentaristas de futebol.

http://oblog.com.br/quemmatouatangerina/2009/02/09/50-coisas-que-aprendi-com-comentaristas-de-futebol/

Ps: Vale a pena ler o blog inteiro





Um personagem que destrói o espetáculo

16 02 2009
o grande personagem do maior clássico do Brasil foi árbitro Alicio Pena Junior

Nem Tardelli, nem Ramires: o grande personagem do maior clássico do Brasil foi o árbitro Alício Pena Junior

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Às vezes eu acho o futebol um pouco cansativo, ainda mais quando entra em cena os dirigentes e técnicos ranzizas, que falam o que quer, mas nunca estão totalmente corretos. O clássico tinha tudo para ter um foco no duelo, que foi muito disputado. Mas graças a um personagem bem sem graça, o foco se direcionou a esta parte extra-campo, dos comentários ridículos de Leão e Alexandre Kalil.

O personagem a quem me refiro é o árbitro da partida de ontem, do Cruzeiro e Atlético, válido pela primeira fase do Campeonato Mineiro. Jogo que não valia absolutamente nada, oito equipes se classifcam nesta fase, você acredita que a derrota significaria a eliminação de um dos rivais? É lógico que não. Adílson foi inteligente em poupar alguns jogadores, clássico nesta fase só serve para desgastar fisíco e psicologimente os atletas. 

Então, por que, o Alício Pena Junior não marcou aquela falta de Léo Fortunato em Carlos Alberto no primeiro lance de perigo da partida? A resposta é simples, porque Alício teria que expulsar o zagueiro celeste. Para ele e para a maioria dos árbitro brasileiros – até aqueles que hoje são comentarista -, isso já se tornou uma regra interna. Coisa de juiz de futebol, atitude de pessoa insegura e pressionada. Tanto é, que como viu que errou, compensou. No lance seguinte, Fernandinho recebem uma falta parecida, que também foi ignorada por Alício. O próprio Leão admitiu.

O Cruzeiro como tem um elenco melhor – jogou com um time misto -, partiu pra cima do Galo e abriu o placar com Ramires, depois que Jancarlos roubou um bola de Tardelli na intermediária atleticana. Depois o Galo melhorou, chegou mais ao gol adversário e só não marcou porque Leandro Almeida acertou a trave e Tardelli perdeu um gol feito. 

Aos 37, o zagueiro Welton Felipe, que já tinha recebido um cartão amarelo no início do jogo – cometeu uma falta ríspida em Ramires -, repetiu o feito, e derrubou Soares, que entraria para dentro da área. Falta e segundo cartão. Com muita coerência, Alício o expulsou. Com um jogador a mais, a Raposa aproveitou os espaços e ampliou o placar com um belo gol de Soares, ajudado pela falha do goleiro Juninho. Resumindo para o Leão e o Kalil: Welton Felipe é que errou, não o árbitro.

Os méritos das expulsões que favoreceram ao Cruzeiro no Mineiro vão para a velocidade do ataque celesta, mais nada, todas foram corretas. Não tem nada de “quadrilha”, é apenas incompetência das zagas adversárias.

No segundo tempo, o Cruzeiro desperdiçou várias oportunidades e evitou uma goleada. Como reza o velho ditado, quem não faz, leva, o Atlético acabou diminuindo o marcador. Como o time Alvinegro também não acertava o gol, Alício tratou de ajudar. O árbitro viu um pênalti  de Fábio em Carlos Alberto aos 30 minutos da segunda etapa. O próprio Carlos Alberto admitiu que pulou. Tardelli bateu e converteu: 2 a 1. 

O gol animou os jogadores do Galo, que partiram pra cima da Raposa. Depois do cruzamento de Éder Luis, Tardelli chegou atrasado. Márcio Araújo chegou de frente com Fábio, mas titubiou e chutou mal. Aos 41, o fraco Tiago Ribeiro – corre muito, mas é pouco objetivo – foi expulso corretamente. No primerio tempo havia tomado um cartão por reclamação. Neste lance, ele segurou Carlos Alberto e parou um contra-ataque atleticano. Nada mais certo que o segundo amarelo e o vermelho em seguida. 

Depois, Wellington Paulista entrou na área do Galo, tentou driblar Juninho, mas foi derrubado. Pênalti? Que nada,  Alício, mais um vez ignorou. Agora eu pergunto, por que o Leão e o Kalil não falaram sobre este lance? A “Quadrilha” não falharia contra si própria, será que foi para disfaçar? 

Alício, Cruzeiro e Federação não precisam formar uma quadrilha para favorecer a Raposa. O Campeonato Mineiro não vale nada. Alício já está aposentando, até já deixou o quadro da Fifa. Já a Federação Mineira não seria burra de comprar briga com uma instituição tão grande, que tem uma torcida que divide o estado, que é o Atlético. Pura falta de controle psicológico do presidente e do treinador atleticano. Nada mais, Alício é que ruim mesmo, e isso já vem de muito tempo e outros clássico. E a Comissão de arbitragem da Federação também mostrou incompetência e teve receio em escalar um outro juiz. Por que só o Alício pode apitar os clássicos? Por que não o Ricardo Marques, que entrou para o quadro da Fifa este ano? Está parecendo a CBF com o Simon. Cismam que eles são os melhores do seus quadros (de árbitros) e insistem no erro.   

Voltando ao jogo, que terminou em 2 a 1 para o Cruzeiro, deu pra observar que os rivais tem uma falha em comum: são deficitários nas conclusões a gol. Tardelli, Wellington Paulista, Márcio Araújo, Éder Luis, Soares e Tiago Ribeiro precisam “calibrar” o pé. Erram demais e, em momentos decisivos, esses gols fazem falta demais. Principalmente em torneios como a Libertadores e a Copa do Brasil.

De positivo, o Cruzeiro mostrou que tem um outro bom lateral-direito, Jancarlos, o melhor em campo. Já o Atlético, terá que apostar nos bons avanços de Carlos Alberto, que incomdou a zaga celeste durante toda a partida. Ramires, mais uma vez, deixou sua marca, com um gol e a eficiência marcação. Marquinhos Paraná também foi muito bem, assim como Gérson Magrão, ótimo nos lançamentos. Wagner entrou em seu lugar e igualou o número de jogadores do Cruzeiro com o Atlético. O meia esteve muito apagado. Já os atleticanos Márcio Araújo, Renan e Juninho apareceram, mas da maneira que foi, era melhor copiar o Wagner. Renan não conseguia acompanhar a velocidade de Tiago Ribeiro e Soares; Márcio Araújo continua errando muitos passes, criando contra-ataques e perdendo gols; Juninho tomou outro frango. 

Adílson também tem que abrir os olhos e trocar a zaga para a Libertadores. Thiago Heleno e Léo Fortunato não podem continuar como titulares, deram muitos espaços para os avanços do Atlético e do Villa Nova, que foram as duas últimas equipes que eles formaram a dupla de zaga.





Vai ser difícil, hein Adílson?

13 02 2009
Apesar do boa atuação de ontem, Bernardo terá que mostrar ainda muito futebol para garantir, pelo menos, uma vaguinha no banco

Apesar do boa atuação de ontem, Bernardo terá que mostrar muito futebol para garantir, pelo menos, uma vaguinha no banco

Bruno Martins – brunohmartins@gmail.com

Deve ser péssimo treinar uma equipe que tenha poucas opções, jogadores limitados e falta de pagamento. Mas também não é fácil controlar um grupo tão bom, de jogadores que estão mostrando potencial e  que recebem em dia, caso do Cruzeiro. No Mineiro até que dá pra levar, o técnico Adílson Batista já até implantou um revesamento e todos estão tendo oportunidades.

Ontem não foi diferente, a escalação teve dez mudanças de atletas em relação à partida passada. Apesar de toda essa alteração, a equipe manteve o ritmo e goleou o Guarani de Divinópolis por 5 a 0, jogo no Mineirão. Leonardo Silva, que disputa a vaga com mais quatro zaguiros foi muito bem, marcou até um gol. O seu companheiro de zaga, Ânderson, que estreava, mostrou segurança.

Na lateral-direita, Jonathan foi um dos melhores em campo, marcou um gol, finalizou algumas vezes e marcou com eficiência. O outro jogador da mesma posição, Jancarlos, entrou no segundo tempo e também mostrou um bom futebol: deu o passe para o gol de Jonathan e cruzou pelo menos umas três bolas com perfeição para área, em um desses cruzamentos, Welligton perdeu um gol feito. Gérson Magrão, improvisado na ala esquerda, mostrou bom vigor físico e assistiu Leonardo Silva, no segundo gol.

O volante Elicarlos foi outro que cresceu em relação à temporada passada, repetiu a boa atuação que teve contra o Villa Nova, e deu o passe para o primeiro gol, marcado por Alessandro. Falando nele, o atacante começou como titular, jogou muito bem, movimento muito e fez o gol citado acima. Ele briga, com mais cinco atacantes, por duas vagas no time titular. Que disputa!

Soares, que havia marcado dois gols na partida anterior, fez mais, depois de entrar no lugar de Wagner. Welligton Paulista também deixou sua marca, fez um de pênalti. Wellington é daqueles que não dão sôssego à zaga adversária, corre o tempo todo, o tipo de jogador que irrita o competidor. 

Agora, a grande surpresa da noite foi  Bernardo. O destaque da Copa São Paulo foi titular no lugar de Ramires e mostrou muito potencial e personalidade. Aparece muito para o jogo, finaliza bastante e ainda dá boas assistências, como do último gol, marcado pr Soares. Ainda sofeu uma falta, depois de driblar meio time do Guarani. O infrator foi expulso. No final da partida deu um drible de corpo que empolgou o torcedor.

Por enquanto tudo é festa, e a partir da Libertadores, como Adílson vai escalar e a montagem do banco? Com a chegada de Kleber, no mínimo dois atacantes ficarão de fora da relação. Pelo menos um volante, dois zagueiros e um lateral também ficarão de fora da lista de concentrados. E quando Sorín voltar? Ele vai ficar no banco ou será o Fernandinho, que é o principal articulador do time celeste? Vou fazer uma projeção: Time titular: Fábio, Jonathan, Ânderson, Leonardo Silva e Sorín; Fabrício, Marquinhos Paraná, Ramires e Wágner; Welligon Paulista e Kleber. Reservas: Andrey, Jancarlos, Thiago Heleno, Fernandinho, Henrique, Soares e Tiago Ribeiro.

Imagine como deve ser difícil controlar os atletas que ficaram de fora desta relação: Léo Fortunato (titular ano passado), Gustavo (titular do Palmeiras da temporada passada), Elicarlos (um dos melhores em campo do jogo passado), Bernardo (sem cometários), Gérson Magrão (que vem sempre atuando no decorrer das partidas), Alessandro (marcou um gol noite passada), Wanderley (muito bem no jogo contra o Villa). Ainda tem Zé Eduardo (campeão sul-americano sub-20 c0m a seleção) e Camilo. Mas, pra ser sincero, é melhor esse problema, do que ter que optar por Jajá, Reinaldo Alagoano, Bruno, Carlinhos e outros…Boa sorte, Adílson!